A candidatura apresentada pelo Município para a intervenção em passeios da cidade também foi mencionada pelo presidente Jorge Sequeira durante a visita à obra “Cidade Inclusiva” na Rua João de Deus.

“Temos uma candidatura apresentada de cerca de 200 mil euros para intervenção em outros passeios da cidade de forma a melhorar a forma de circulação nos nossos passeios”, disse. A resposta a esta candidatura era esperada pelo Município “o mais tardar até ao final do ano (2019)” para que pudesse depois avançar com a obra, mas até ao momento ainda não recebeu nenhuma novidade nesse sentido, apurou o labor junto de fonte municipal.

Relembramos que o nosso jornal avançou em primeira mão, na edição de 1 de agosto do ano passado, que é intenção da Câmara Municipal de S. João da Madeira aplicar 200 mil euros de fundos comunitários essencialmente “na construção de passeios” na cidade. O projeto (“+Acesso – Promoção da Acessibilidade Inclusiva”) que candidatou ao abrigo de um programa “+Acesso” do Portugal 2020 tem em vista a melhoria da rede pedonal, mas também comtempla outros trabalhos.

A “área de intervenção” é “composta por vias de acesso local, numa extensão de sensivelmente 1.000 metros lineares”, contemplando os seguintes arruamentos: Rua Pedro Martins Palmares | Rua Alão de Morais, Rua Dr. Serafim Leite | Rua Sá Carneiro, Rua Professor Elísio de Moura | Rua Banda da Música | Rua Camilo Castelo Branco e Rua 5 de Outubro | Rua Infante D. Henrique, segundo a memória descritiva do projeto a que o labor teve acesso em exclusivo.

A escolha destas ruas e não de outras para “uma intervenção mais imediata”, digamos assim, deveu-se à “ausência de passeios” e às necessidades de “se criar condições para quem tem mobilidade reduzida” e de “se organizar o trânsito”, avançou na altura o nosso jornal.

Objetivo é dar mais espaço e segurança aos peões

Através não só dos ditos passeios, mas também da manutenção da sinalização rodoviária (reforço da pintura das passadeiras, eixos de via, guias, bem como a colocação de sinalização vertical e marcadores de pavimento solares a leds nas marcas rodoviárias) e da aplicação de pavimento tátil nas passagens pedonais, a ideia da CM é alargar o espaço dedicado ao peão em detrimento do que é destinado ao automóvel. Tanto é que se prevê “a criação de uma rede de percursos acessíveis de acordo com as regras estabelecidas pelo Decreto-lei n.º 163/2006, que promove a Acessibilidade para Todos, ou seja, uma rede que proporcione o acesso seguro e confortável às pessoas, não esquecendo as pessoas com mobilidade reduzida”, refere o documento consultado pelo nosso semanário.

“Melhorar a inserção urbana, as acessibilidades, bem como a segurança e o conforto que estas proporcionam aos cidadãos, constituem-se como prioridades deste projeto, que contempla as diferentes necessidades dos utilizadores de forma mais inclusiva”. Este projeto surge na sequência de um outro – “Cidade Inclusiva” – em curso presentemente.

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