Passadeiras inteligentes colocadas nos “pontos mais críticos de acordo com o estudo que fizemos dos atropelamentos nos últimos 10 anos”, disse o presidente Jorge Sequeira

O reperfilamento e a reabilitação pedonal e urbana da Rua João de Deus e a instalação de duas das quatro passadeiras inteligentes previstas em S. João da Madeira já estão concluídas. Para além destas intervenções, a obra “Cidade Inclusiva” no valor de 297 mil euros, onde não está incluído o custo da expropriação da casa demolida na Rua João de Deus cujo valor será definido pelo Tribunal Judicial, abrange a intervenção em 52 passadeiras com rebaixamento de passeios, colocação de piso tátilpara invisuais e luzes LED no pavimento junto das travessias dos peõese reforço da sinalização vertical e horizontal em diversos pontos da cidade.

Com a demolição da casa na Rua João de Deus que provocava o estrangulamento de uma das faixas rodoviárias e consequentemente constrangimentos de trânsito, o Município conseguiu criar duas faixas de rodagem iguais e alargar o passeio “muitíssimo estreito que não respeitava as normas de segurança”, disse o presidente da câmara, Jorge Sequeira, durante a visita a esta obra, para a qual foi convidada a comunicação social, destacando também a criação de “uma zona pedonal mais saudável, frequentável e segura para os peões com um piso completamente novo”.

Depois das duas passadeiras inteligentes instaladas na Avenida Dr. Renato Araújo e na Rua João de Deus, mais duas vão ser colocadas na Avenida da Liberdade. Uma em frente ao Fórum Municipal e outra junto à Pastelaria Rainha 5. Estes quatro locais foram escolhidos por serem “os pontos mais críticos de acordo com o estudo que fizemos dos atropelamentos nos últimos 10 anos”, justificou Jorge Sequeira.

As passadeiras inteligentes têm “sensores que detetam a presença de peões e fazem funcionar um sinal luminoso intermitente que está colocado em placas verticais que também são um reforço da sinalização”, o que leva a que a presença da passadeira se faça “sentir de modo mais óbvio e evidente”, considerou o presidente da câmara.

Em relação às passadeiras inteligentes, “a reação que tenho recebido até agora é positiva”, revelou o presidente da câmara, indicando que “o objetivo é reforçar a presença da passadeira, alertar os condutores de modo enfático e penso que isso se está a fazer sentir”. Para já, o Município não tem a intenção de instalar mais passadeiras inteligentes, mas “as condições de segurança estão a ser avaliadas permanentemente”, esclareceu o presidente, concluindo que, assim sendo, “nunca há uma resposta fechada no que diz respeito à melhoria das condições de segurança”.

A melhoria das condições pedonais começou com a substituição dos equipamentos em madeira existentes nas ruas adjacentes à Praça por granito, no início do mandato, para fazer face às “muitas quedas de peões”, relembrou Jorge Sequeira, admitindo que esta “não foi uma decisão fácil porque era uma obra que tinha cinco anos, mas não estava a ter os resultados pretendidos. Tínhamos ali um problema e concluímos que só o resolvíamos retirando o pavimento e retificando o que foi um erro”.

Para Jorge Sequeira esta é “uma obra de grande impacto que reabilita uma zona importante do centro da cidade e é um marco muito importante no processo de reabilitação do nosso centro urbano”, estando prevista “estar concluída em março”.

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