“A Palavra do Ano” é uma iniciativa da Porto Editora que completou uma década em 2019.

Oprincipal objetivo é “sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa, património vivo e precioso de todos os que nela se expressam, acentuando, assim, a importância das palavras e dos seus significados na produção individual e social dos sentidos com que vamos interpretando e construindo a própria vida”, dá conhecer a Porto Editora no seu site.

A lista de palavras resulta de um “trabalho permanente de observação e acompanhamento da realidade da língua portuguesa, levado a cabo pela Porto Editora, através da análise de frequência e distribuição de uso das palavras e do relevo que elas alcançam, tanto nos meios de comunicação e redes sociais como no registo de consultas online e mobile dos dicionários da Porto Editora, tendo em consideração também as sugestões dos portugueses através do site www.palavradoano.pt”, acrescenta.

Entre as nomeadas para “A Palavra do Ano” de 2019 estavam: desinformação, influenciador, jerricã, lítio, multipartidarismo, nepotismo, seca, sustentabilidade, trotinete e violência (doméstica).

A “Violência (Doméstica)” foi a palavra do ano de 2019 e anunciada no dia 6 de janeiro de 2020 pelo Grupo Porto Editora.

Talvez por este ter sido “um dos factos mais marcantes do ano de 2019”,  “os portugueses fizeram questão de o sublinhar” aos atribuírem à palavra violência (doméstica) “27,7 % dos mais de 20 000 votos únicos registados no site www.palavradoano.pt“, considerou o Grupo Porto Editora em nota de imprensa enviada ao labor.

De acordo com os dados avançados em notícias, 35 pessoas (mulheres, homens e crianças) morreram em contexto de violência doméstica em 2019.

Logo a seguir, a 0,1% de distância ficou a palavra sustentabilidade muito provavelmente pelo facto de cada vez mais estarmos cientes da crise ambiental que está a afetar todo o planeta Terra. A terceira palavra mais votada foi desinformação com 13,8% dos votos dos portugueses, o que poderá igualmente ser um alerta em relação à “invasão” de informação falsa nos últimos tempos. As restantes palavras mais votadas foram jerricã com 7,5%, nepotismo com 5,7%, seca com 4,3%, trotinete com 4,2%, lítio com 4,2%, influenciador com 4% e multipartidarismo com 1%.

 

“A Palavra do Ano” foi…

Esmiuçar em 2009

Vuvuzela em 2010

Austeridade em 2011

Entroikado em 2012

Bombeiro em 2013

Corrupção em 2014

Refugiado em 2015

Geringonça em 2016

Incêndios em 2017

Enfermeiro em 2018

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