A dinâmica das cidades não é de parar

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Todos nos recordamos do que era a maioria das nossas cidades há uns anos. Cidades com centros urbanos desertos ou com uma população envelhecida, votados ao abandono e em progressiva degradação. A riqueza que os diferenciava, na maioria das situações, já existia. Porém, eram cidades desinteressadas, porque pouco ou nada faziam para alterar o estado em que se encontravam e desinteressantes, porque eram incapazes de captar a atenção das suas gentes e dos forasteiros. É notório que nos últimos anos esta é uma situação que se tem alterado progressivamente. Elevado no turismo e no interesse demonstrado pelos investigadores, o nosso imobiliário e com ele as nossas cidades ganharam uma nova dinâmica e novas centralidades. Esta é uma realidade indesmentível, com que todos concordamos, quando comparada com o “marasmo” que caracterizava a anterior situação.

Neste momento, e depois de o Governo ter repetidamente afirmado e agora materializado na sua orgânica a importância da habitação, é sim essencial uma política estratégica de desenvolvimento da cidade como um todo assumindo o espaço urbano, como polo de crescimento. As cidades portuguesas concentram hoje a maioria da  população, das atividades económicas e da riqueza. São por isso o maior potencial para a dinamização do crescimento económico, do emprego, da competitividade e da inovação. Esta não é uma particularidade do nosso país. Veja-se o que se passa na Europa: a maioria da população vive nas cidades, sendo estas responsáveis por uma percentagem muito grande (maior) do consumo de energia de igual do PIB Europeu.

Verifica-se mesmo que as maiores cidades, e são muitas, respondem por uma fatia muito significativa do produto interno mundial.

Simultaneamente, é aqui que se verificam os mais complexos problemas ambientais, de exclusão e polarização social. Por isso, importa procurar um modelo de desenvolvimento territorial mais sustentável e orientado por e para objetivos concretos. As acessibilidades e infraestruturas, a oferta habitacional, a segurança, a saúde, a educação, equipamentos sociais, o património histórico e cultural, o comércio e os serviços, a restauração e capacidade hoteleira e as oportunidades para os residentes. São vantagens comparativas para gerir, que nos permitem captar  investimentos e recursos externos. A dinâmica das cidades não é de nem pode parar…

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