Na sessão da Assembleia Municipal da passada segunda-feira, a CDU – Coligação Democrática Unitária apresentou uma moção no sentido de o órgão deliberativo de S. João da Madeira reclamar junto da Assembleia da República e do Governo o fim das portagens na A29 e a diminuição do custo da circulação na A32. Ambas as situações, segundo Jorge Cortez, representam “uma grande injustiça” para as populações. O comunista foi mais longe afirmando que “se há tanto dinheiro para se meter nos bolsos dos banqueiros, de certeza que podemos ‘libertar’ as autoestradas [de custos]”.

O documento acabou por ser posto à votação em separado: aeliminação das portagens na A29 foi reprovada por maioria com 12 votos contra do PS, seis votos contra da coligação PSD/CDS e um voto a favor da CDU, enquanto a descida das portagens na A32 foi reprovada por maioria com 12 votos contra do PS, 6 votos a favor da coligação PSD/CDS e um voto a favor da CDU.

Revendo-se na atual estratégia do Governo para a mobilidade, o PS votou contra os dois pontos, justificando, através de declaração de voto, que o fez, “porque defendemos mais transportes coletivos, menos transportes individuais, menos transportes poluentes e menos carros no país”. Neste momento, de acordo com o líder de bancada Rodolfo Andrade, “o esforço [governamental], a canalização dos meios financeiros é para o transporte coletivo, não havendo margem para levar a efeito o que se pretende com esta moção”.

Em resposta, Jorge Cortez deixou claro que “somos favoráveis a melhores meios e queremos que haja descarbonização”, contudo, “falta fazer muito”. “E enquanto não se faz é uma injustiça” o que está a acontecer em Portugal.

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