O novo período de votação online na edição de 2019 do Concurso de Enfeite de Rotundas de Natal de S. João da Madeira começou no dia 24 de janeiro e prolonga-se até 2 de fevereiro depois de o presidente da câmara, Jorge Sequeira, ter anulado os resultados divulgados a 8 de janeiro devido ao facto de ter sido detetada uma falha técnica que não conseguiu apurar 2.205 dos 4.176 votos.

Relembramos que a empresa contratada comunicou a falha técnica um dia depois dos resultados terem sido tornados públicos, a 9 de janeiro, ao Município, informação essa que apenas chegou quatro dias depois, a 13 de janeiro, ao presidente Jorge Sequeira.

Desde então que “a plataforma eletrónica onde decorre o processo foi alvo de ajustamentos por parte do fornecedor do serviço, no sentido de reforçar a fiabilidade do registo de votos”, adiantou o Município em comunicado enviado ao fim da tarde do dia 22 de janeiro já depois do fecho da edição do labor. A votação pode ser feita em https://www.cm-sjm.pt/pt/rotundas, onde estão disponíveis as fotografias de todas as rotundas que participaram no concurso.

“Mais um exemplo em que o executivo mexe nas coisas só por mexer”

No mesmo dia em que foi divulgada a data em que decorre a nova votação deste concurso, o assunto “rotundas” foi falado na reunião de câmara realizada excecionalmente a uma quarta-feira à tarde. Para Paulo Cavaleiro, vereador da coligação PSD/CDS-PP, este é “mais um exemplo em que o executivo mexe nas coisas só por mexer”, referindo-se especificamente ao facto de a votação passar a ser feita apenas de modo online, quando anteriormente o júri avaliava o cumprimento dos critérios e também tinha direito a um voto, e de os resultados serem divulgados antes do dia da cerimónia de entrega de diplomas. Neste último caso, o vereador da oposição entende que “tira dinâmica à cerimónia” em que “as pessoas vinham todas porque ninguém sabia quem tinha ganho”. Já em relação à votação online, que já existia anteriormente, era “feita por pessoal da casa e sempre correu bem”, considerou Paulo Cavaleiro, lamentando a decisão do executivo em “adiar a cerimónia meia hora antes quando sabia (da falha técnica) há uma semana”.

“Acho que as pessoas compreenderam a decisão”

“Não fazemos mudanças por capricho, têm um sentido e um propósito”, respondeu o presidente da câmara, Jorge Sequeira, assumindo que a mudança “umas vezes corre bem, outras menos bem” e dando como exemplo a recolha que o atual executivo socialista teve de fazer do Parque Sensorial instalado no Parque Urbano do Rio Ul pelo anterior executivo, liderado pela coligação PSD/CDS-PP, porque não era seguro.

A decisão do voto online como única forma de apuramento dos resultados está relacionada com o “valorizar a participação individual das pessoas”, justificou Jorge Sequeira, explicando que antigamente o voto online que é equivalente ao de “milhares de pessoas” tinha “o mesmo peso que o valor de cada membro do júri”, e a divulgação dos vencedores antes da cerimónia tem a ver com o facto de “quando o resultado está apurado deve ser transmitido” no imediato. Em relação ao tempo que demorou até saber desta falha técnica e a tomar a decisão de anular os resultados e de cancelar a cerimónia, Jorge Sequeira admitiu que “o presidente da câmara não tem conhecimento instantâneo das centenas de informações que entram por dia na câmara”. Por toda esta situação, “lamentamos o incómodo”, mas “acho que as pessoas compreenderam a decisão que respeita a verdade do resultado, a transparência do processo e visa repor aquela que será a expressão autêntica da vontade real dos eleitores”, concluiu o autarca.

A gestão da crítica

O assunto não se ficou por aqui com Paulo Cavaleiro a dizer que Jorge Sequeira “gere mal a crítica, mas disfarça muito bem” e “repete sempre os mesmos argumentos”. No caso do concurso das rotundas, “não pomos em causa a sua decisão”, mas que “houve alterações que não foram positivas”, afirmou o vereador da oposição. Já o presidente da câmara discordou. “Acho que giro muito bem a crítica. Não só gosto, como desejo a crítica construtiva” porque “ajuda quem está a governar a governar melhor”, disse Jorge Sequeira, terminando assim a discussão sobre este assunto.

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