Obra poderá ter início já “na interrupção letiva do Carnaval” 

A remoção da cobertura de fibrocimento da Escola Básica e Secundária de S. João da Madeira tem vindo a ser reclamada, e também reportada a quem de direito, já há vários anos, quer pelas várias direções do Agrupamento de Escolas João da Silva Correia (AEJSC), quer pelas associações de pais.

Esta “luta” não é de agora. Tem-se arrastado ao longo do tempo. E os reportes, dirigidos à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE)e à Direção-Geral da Saúde (DGS), tiveram “por base a presença de amianto nas referidas placas e as constantes infiltrações que danificam os edifícios, os pisos e as instalações elétricas”, como explicou ao labor a direção do AEJSC.

Ainda segundo o órgão diretivo, em dezembro de 2017, por imposição da DGS, teve início a “remoção das referidas placas de fibrocimento do bloco A, obra levada a cabo pela DGEstEe que “abarcou apenas metade da cobertura deste bloco”.

Entretanto, em novembro de 2019, “devido às fortes depressões climatéricas que atingiram o território nacional registaram-se infiltrações graves no bloco central atingindo principalmente os serviços administrativos e a direção”. Na ocasião, a DGEstE “respondeu aos problemas reportados pela direção e autorizou a obra de remoção da cobertura da parte do bloco central que cobre os serviços mencionados”, adiantou a direção ao nosso jornal, acrescentando que esta intervenção (mais uma!)  “deverá ser iniciada muito brevemente”. Ao que tudo indica, já “na interrupção letiva do Carnaval”. O arranque está dependente de uma licença da ACT – Autoridade  para as Condições do Trabalho.

Acontece que, também no final de dezembro do ano passado, “devido à continuação do mau tempo”, houve “novas infiltrações graves”, desta vez, no bloco E, bloco B e pavilhão desportivo. “Os novos reportes à DGEstEmotivaram nova visita de representantes deste organismo para averiguar no local a gravidade da situação” e na altura referiram “a necessidade de uma intervenção generalizada que iria ser proposta aos serviços centrais do Ministério da Educação”. Neste momento, a direção aguarda “novos desenvolvimentos”.

Há ainda habitação social com amianto na cidade

Também o tema “amianto” foi trazido a público na última sessão extraordinária da Assembleia Municipal, realizada igualmente em dezembro. Paulo Barreira, deputado da coligação PSD/CDS-PP, perguntou à câmara municipal (CM) “para quando a remoção do fibrocimento na habitação social”. Defendeu ainda que consideram “prioridade reabilitar no Parrinho, Mourisca e Fundo de Vila”, à semelhança do que já foi feito e ainda vai ser feito no Orreiro.

Em resposta, o presidente Jorge Sequeira disse, na ocasião, que se encontravam a “preparar a candidatura ao 1.º Direito [- Programa de Apoio ao Acesso à Habitação], no âmbito do qual vamos procurar reabilitar apartamentos sem condições da Habitar”. E ainda a propósito, o autarca recordou que “no Bairro do Orreiro já foi retirado o fibrocimento” nos quatro prédios já intervencionados e que o mesmo sucederá com os edifícios que faltam.

No caso do Orreiro, a autarquia é proprietária de todos os fogos. Mas a restante habitação social, de acordo com informações dadas ao labor pelo gabinete de comunicação da CM, “está inserida em prédios cujas frações não são todas propriedade do Município, pelo que a competência legal para determinar a realização de obras é dos respetivos condomínios”.

Sobre o mesmo assunto, o gabinete lembrou que, “logo que tomou posse e no quadro da prioridade concedida à educação, o executivo municipal decidiu iniciar um programa de remoção do amianto nos edifícios escolares sob sua tutela”. Até à data, “foram retirados, seguindo uma estratégia delineada, os telhados em fibrocimento das EB1/JI de Casaldelo, Parrinho, Fundo de Vila e os jardins de infância da Devesa Velha e Travessas, empreitadas num valor global de cerca de 400 mil euros, sendo este um processo que é para continuar e concluir no atual mandato”. De salientar que também já foi substituída a cobertura do Complexo Desportivo Paulo Pinto.

Para além disso, “a empreitada que, entretanto, se iniciará para ampliação e reabilitação da Escola Serafim Leite incluirá a substituição desse tipo de coberturas. Este é um investimento da responsabilidade do Ministério da Educação que terá, no entanto, a participação da autarquia, que elaborou o projeto, lançou o concurso público, comparticipa no investimento e acompanhará a execução da obra”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Loading Facebook Comments ...