A falta de diretor clínico do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV) preocupa os deputados à Assembleia da República do PSD, que acusam o Ministério da Saúde de não ter sido capaz de preencher o lugar sete meses depois de ter ficado vago. Numa pergunta dirigida à tutela, os parlamentares social democratas António Topa, Helga Correia e Carla Madureira, eleitos por Aveiro, apontam a ilegalidade cometida num centro hospitalar que serve cerca de 400 mil habitantes de sete concelhos, segundo nota de imprensa dirigida à nossa redação.

Ainda de acordo com o comunicado recebido pelo labor, os deputados subscritores fazem notar que o CHEDV está a funcionar sem diretor clínico desde a cessação de funções da antiga responsável, lamentando que não se vislumbre a resolução do problema. “As últimas notícias vindas a público, aquando da visita ao CHEDV do senhor bastonário da Ordem dos Médicos, dia 28 de janeiro, vêm confirmar a ineficiência da administração central na resolução de um problema que, no limite, pode colocar em causa o cumprimento das regras éticas e deontológicas, bem como a segurança do trabalho clínico do hospital aos utentes” – vincam os políticos aveirenses.

A ministra da Saúde é, pois, chamada a responder por que razão ainda não foi nomeado o novo diretor clínico do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga e para quando o preenchimento do lugar vago.

Recorde-se que o CHEDV agrupa o Hospital de S. Sebastião, de Santa Maria da Feira, o Hospital Distrital de S. João da Madeira e o Hospital S. Miguel, de Oliveira de Azeméis, tendo uma área de influência direta que cobre vários concelhos, como Santa Maria da Feira, Arouca, S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra, Ovar e ainda algumas freguesias de Castelo de Paiva.

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