Neste momento, o Município diz que é “impossível” prestar apoio e colaboração a esta iniciativa criada por uma entidade externa

O Núcleo Distrital de Aveiro do Movimento Democrático das Mulheres (MDM) apresentou um filme sobre a origem do Dia Internacional da Mulher ao fim da tarde de sábado passado no Espaço Intergeracional 16 de Maio da Associação É Bom Viver em S. João da Madeira.

O que acabou por ser uma espécie de introdução para uma das próximas ações deste movimento que é a Manifestação Nacional de Mulheres no dia 8 de março, pelas 14h30, em Lisboa.

Entre as principais razões que levam à realização desta manifestação estão o defender os direitos, a igualdade, o respeito e a dignidade por todas as mulheres sejam no âmbito social ou profissional.

“As questões colocam-se hoje de outra forma e continuamos a ter problemas sérios que atingem as mulheres e as famílias”, destacou Manuela Silva, representante do MDM Aveiro, às mulheres presentes.

A comunidade de S. João da Madeira interessada em participar nesta manifestação, pode ter acesso a mais informação e inscrever-se no Espaço Intergeracional 16 de Maio da Associação É Bom Viver, na Rua Alão de Morais, ou junto de Minda Araújo que é presidente da Tuna dos Voluntários.

E neste ponto, Manuela Silva lamentou que até ao momento continuasse sem resposta ao pedido de apoio monetário ou cedência de um autocarro para levar os sanjoanenses até à manifestação por parte da Câmara Municipal de S. João da Madeira. Uma vez que o MDM tem recebido respostas e apoios por parte de outros concelhos, “tenho muita pena que até hoje não tenha resposta da Câmara Municipal de S. João da Madeira”, revelou Manuela Silva, esclarecendo que a associação de mulheres encontrará sempre uma alternativa para transportar os sanjoanenses inscritos para ir à manifestação. E assim terá de ser depois da resposta dada pelo Município esta terça-feira ao pedido do MDM, um dia depois de ter sido questionado sobre o assunto pelo labor.

“A função social da autarquia assenta numa base territorial municipal e, de momento, o apoio e colaboração prestado a este tipo de iniciativas, promovidas por entidades externas ao Município, é impossível de prestar, tendo em conta os compromissos já inscritos no orçamento para o ano de 2020”, comunicou o Município ao MDM, manifestando “o desejo de que a iniciativa agendada para o dia 8 de março decorra com sucesso”. O Município referiu ainda que “no conhecimento privilegiado e atento das suas populações, tem potenciado o esforço de dotar e adequar as respostas sociais de proximidade, partindo também da plena consciência de que é ao nível local que os programas de intervenção, no atual contexto social e económico, podem garantir uma maior eficácia das medidas a implementar”. Por isso “é primordial preocupação da autarquia trabalhar na adequação e qualificação das respostas sociais existentes de base territorial local, de forma a que possam ajudar diretamente na supressão de necessidades muito concretas das famílias”.

Mais de 30 mulheres de S. João da Madeira interessadas em participar na manifestação

“Naturalmente, lamento que a decisão da câmara tenha sido esta, quando temos mais de 30 mulheres de S. João da Madeira que já manifestaram interesse em participar na manifestação, em Lisboa, no dia 8 de março”, reagiu assim Manuela Silva à resposta do Município. “Os argumentos para não apoiar não nos convencem, tanto mais que existe um núcleo do MDM, no concelho, há muitos anos, que se tem reforçado muito, o que permitiu desenvolver iniciativas, como as que ocorreram a 25 de novembro, à volta das questões das violências sobre mulheres”, concluiu a representante do Núcleo Distrital de Aveiro desta associação de mulheres ao labor.

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