Após reunião, esta última segunda-feira, com o Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio do Calçado, Malas e Afins, sediado em S. João da Madeira, na qual esteve presente o seu deputado à Assembleia de Freguesia Moisés Ferreira, o Bloco de Esquerda (BE) defende, em comunicado enviado ao labor, mais fiscalização e melhores salários no setor do calçado.

Segundo o BE, os encerramentos das empresas Helsar, na cidade sanjoanense, e Jomica e Catalã, em Oliveira de Azeméis, “suscitam várias dúvidas”, que “as autoridades competentes deveriam investigar”. Para os bloquistas, “compete à Autoridade para as Condições do Trabalho e à justiça desenvolver ações inspetivas e fiscalizadoras para apurar o que efetivamente se passou”. Em seu entender, “o combate à fraude e às falências fraudulentas deve ser um desígnio nacional”, sendo que “as autoridades devem ser ativas e não podem continuar a assistir de forma passiva aos últimos acontecimentos que penalizaram fortemente cerca de duas centenas de pessoas”.

Para além disso, através da nota de imprensa recebida pelo nosso jornal, o Bloco de Esquerda diz-se ainda “muito preocupado com aumento das doenças profissionais”, o número, cada vez maior, de “relatos de assédio moral” e os “salários miseráveis” no setor do calçado. No caso destes últimos, “não podem coexistir numa indústria que recorrentemente se vende lá fora como sendo sexy e de qualidade e que gosta muito de apresentar os milhões de lucros e de exportações que conseguem anualmente com o esforço dos seus trabalhadores”, afirma o BE.

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