Passados poucos dias depois de ter sido apresentada aos jornalistas, a programação cultural da cidade deu que falar em sede de executivo municipal. Começando por lembrar os tempos em que era difícil organizar eventos porque não havia equipamentos culturais como há hoje (havia apenas o salão paroquial e o salão nobre dos bombeiros), Paulo Cavaleiro afirmou que “a programação com um ano de antecedência tem vantagens e desvantagens”. Esta opção, em seu entender, “condiciona oportunidades que surgem”.

Mas a verdade é que também não estava ali para “discutir isso”. O seu foco era outro: a “falta de produção local”. “Gostaríamos que a Casa da Criatividade tivesse muito mais da nossa comunidade”, defendeu o vereador da oposição, acrescentando que “aquela casa não é apenas uma casa de contratação de espetáculos”. “A produção local também é algo importante sobre esta matéria”, reforçou a ideia.

“Já temos imensos bilhetes vendidos”

Jorge Sequeira surgiu “em defesa da sua dama”, que é como quem diz do trabalho que está a ser desenvolvido pela câmara em termos culturais. Segundo o autarca, os dados estão aí para quem os quiser consultar e foram tornados públicos na conferência de imprensa do passado dia 7, como o labor noticiou na edição anterior, revelando, por exemplo, um número cada vez maior de espetadores. Só em 2019 foram 35.985.

Quanto à “falta de espaço para a produção local”, disse não concordar com Paulo Cavaleiro. Na sua opinião, o Festival de Teatro de S. João da Madeira, o projeto Somos Nós e as cedências da Casa da Criatividade a instituições da cidade, como o CCD, a CERCI ou as escolas, provam exatamente o contrário do que pensa o elemento da oposição. E, para além disso, este ano foram lançados desafios quer à Academia de Música, quer ao Coro de Câmara para ali apresentarem espetáculos.

Jorge Sequeira ainda se referiu à programação anual como “uma das grandes vantagens” e não algo que “exclui uma nova oportunidade”. Aliás, “a antecipação da divulgação é muito importante”. Tanto que, em apenas duas semanas, “já temos imensos bilhetes vendidos”.

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