Neste momento, a comissão responsável pelas obras ainda só tem cerca de 19 mil euros 

 No passado domingo celebrou-se na Capela de Santo António a última eucaristia antes de as obras de restauro do seu interior, iniciadas há pouco mais de 15 dias, impossibilitarem totalmente a sua abertura ao culto. O arranque da remodelação deste templo de oração situado no coração da cidade, junto aos Paços da Cultura, deu-se a 10 de fevereiro, começando-se “pelo coro alto”, como escreve o Padre Álvaro Rocha num folheto que está a ser distribuído pelos paroquianos no sentido de os sensibilizar para esta causa e do qual deu nota ao labor.

Depois da sua inauguração a 13 de outubro de 1935, a Capela de Santo António, mandada construir no local onde já tinha havido uma outra pelo então pároco de S. João da Madeira, Padre António Maria de Almeida e Pinho (ver página seguinte), foi intervencionada “há quatro anos”. Na altura, foram feitas “obras de restauro no exterior, que custaram cerca de 120 mil euros” e só não se avançou para “a remodelação total do interior porque não havia [mais] dinheiro”, disse o sacerdote ao nosso jornal, acrescentando: agora, “não é que haja dinheiro, mas a questão é que o interior está a ficar bastante degradado e, portanto, temos de nos lançar, fazer a angariação de fundos e pedir à comunidade para que nos ajude”.

Contas feitas, neste momento, a “comissão ad hoc [constituída para o efeito] que junta a Fábrica da Igreja e elementos ligados à capela [pertencentes ao coro, comissão zeladora, etc.]” dispõe de cerca de 19 mil euros, angariados aquando das visitas pascais de 2018 e 2019 e também fruto de “ofertas particulares”. Mas são precisos aproximadamente 100 mil euros para o que se pretende levar a cabo, desde a “parte elétrica, restauro das paredes, construção de uma casa de banho, instalação de novo sistema de som, substituição de parte das madeiras, recuperação dos bancos e do piso da nave central e definição do novo presbitério com altar, ambão e cadeira”.

Iniciativas de angariação de fundos em marcha

Mesmo sem todo o dinheiro necessário para mais esta obra de fundo na Capela de Santo António, “não dá para esperar mais”. E, como tal, a paróquia sanjoanense está mesmo empenhada em fazer tudo o que esteja ao seu alcance para levar este seu desiderato “a bom porto”.

GN

O pároco, Padre Álvaro Rocha, não se tem inibido de apelar à generosidade dos seus paroquianos em vários momentos, sobretudo, durante as missas.

E também já há uma série de iniciativas de angariação de fundos previstas, desde noites de fado, jantares de Santo António, concertos solidários, diversos peditórios, etc..

E tudo isto graças à disponibilidade de empresas, Banda de Música de S. João da Madeira, Universidade Sénior do Rotary Club, Tuna dos Voluntários, grupos de teatro, humorista Pedro Neves, fadista Valdemar Oliveira, entre outros.

A ideia é “já celebrar o Santo António, no próximo dia 13 de junho,” na renovada capela. Aliás, “estamos a fazer todos os possíveis para que a inauguração do restauro seja no dia de Santo António”, adiantou o reverendo ao labor, voltando a falar ao coração da comunidade para que colabore.

Os interessados em ajudar podem fazê-lo integrando uma equipa de angariação de fundos ou de organização de algum evento, oferecendo um donativo através de transferência bancária (NIB PT50.0036.0367.99106017182.13), doando mensalmente uma verba fixa ou deixando uma oferta no cartório paroquial.

 

Paróquia quer também reativar “Os Amigos de Santo António” 

Além de uma Capela de Santo António “de cara lavada”, a paróquia de S. João da Madeira (SJM) quer também reativar “Os Amigos de Santo António”. “Gostávamos [também] que o restauro servisse para voltar a dinamizar ‘Os Amigos de Santo António’, uma associação de bem fazer, agora inativa, que atendia ao espírito antoniano”, contou ao laboro Padre Álvaro Rocha, recordando ainda que esta associação dava pão aos pobres.

“[Ela] Tinha alguma proximidade para com os pobres e para com aqueles que procuravam uma refeição”, afirmou o pároco, segundo o qual vão procurar fazer a reativação d’ “Os Amigos de Santo António” através da Fraternidade Franciscana, um dos grupos paroquianos ativos. “Como Santo António foi franciscano queríamos fazer alguma dinamização através desse grupo”, referiu, chamando à atenção ainda para que “este ano se cumprem 800 anos desde que Santo António tomou o hábito”.

Após dois anos desde a sua chegada a SJM, o Padre Álvaro Rocha sente-se “em casa”. Vindo da Foz de Sousa (Gondomar), encontrou na “Cidade do Labor” uma realidade bem diferente da que estava habituado. Mas, como disse ao nosso semanário, “não foi difícil estabelecer algum tipo de ligação e sintonia com a comunidade”. E também ter a colaboração desta para o que vai sendo preciso.

Por exemplo, graças “aos pais dos meninos da catequese”, a quem agradece por intermédio do labor, foi possível renovar uma sala de catequese no Patronato de S. João da Madeira. Aliás, só neste edifício paroquial “já se investiram cerca de 32 mil euros”. E será preciso investir mais, porque “é [um edifício] muito grande e precisa de muita coisa”, fez ver.

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