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Fundado a 6 de março de 1921, o Partido Comunista Português (PCP) acaba de completar 99 anos. E ao longo de quase um século de existência, “não houve nenhuma transformação positiva para o povo português que não tivesse, direta ou indiretamente, associada, à iniciativa e luta do PCP”, refere a sua comissão concelhia de S. João da Madeira em nota informativa enviada ao labor, na qual diz também que “comemorar o aniversário do PCP é homenagear os comunistas que, em Portugal, durante a ditadura fascista resistiram, foram presos, torturados, levados para campos de concentração e, muitas vezes, assassinados”. Aliás, estes foram, segundo os comunistas sanjoanenses, “um contributo decisivo para que Portugal se livrasse do fascismo”.

Também de acordo com a concelhia do PCP, a comemoração do aniversário “é também homenagear, aqueles que em todos os momentos, por vezes em condições muito difíceis, asseguraram e asseguram, com abnegação, coragem e determinação, a intensa atividade do PCP na luta por uma sociedade mais justa”.

Este ano, a Organização Concelhia do PCP de S. João da Madeira celebrou a efeméride no restaurante sanjoanense O Cantinho do Resende, em Fundo de Vila, reunindo um significativo número de militantes e simpatizantes. Durante o jantar foi dada a palavra a Adelino Nunes, membro do Comité Central, para uma intervenção política.

Na ocasião, o membro do Comité Central evocou a fundação do PCP e a sua história, relembrou os 99 anos de luta e explicitou as conclusões da reflexão do Comité Central sobre o momento político, o futuro próximo e a necessidade do reforço, coesão e ação consequente de cada organização, deixando bem claro o papel insubstituível do Partido Comunista Português na luta pela justiça social e por uma sociedade mais fraterna, como adianta o comunicado recebido pelo nosso jornal.

Partido lança duas campanhas a nível nacional

“Valorizar o trabalho e os trabalhadores” é o lema de uma campanha do PCP a nível nacional para alertar a sociedade e mobilizar os trabalhadores, para a luta pela valorização do trabalho. De acordo com os comunistas, “é absolutamente necessário aumentar e melhorar os empregos e evitar o encerramento de empresas; urge combater a precariedade laboral, melhorar os salários e dinamizar a contratação coletiva; e são precisos horários de trabalho que permitam haver vida familiar”.

Outra das campanhas tem como tema “Defender e valorizar o SNS” e é lançada “num momento em que a falta de trabalhadores da saúde, e a falta de meios é preocupante”, como diz texto remetido pela concelhia sanjoanense. Faltam médicos, enfermeiros, técnicos de saúde e pessoal auxiliar no Serviço Nacional de Saúde (SNS); existem edifícios degradados e escasseiam materiais e equipamentos; há grupos económicos ávidos de pôr as mãos no serviço público. Aliás, as PPP são um sumideiro de recursos do Estado”, chamam à atenção os comunistas, que se dizem “empenhados em melhorar as condições de saúde dos portuguese e lutar por este bem essencial para todos”.

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