Entre os quais estiveram cerca de 40 sanjoanenses

O Dia Internacional da Mulher foi comemorado com uma manifestação nacional das mulheres no dia 8 de março em Lisboa.

Esta iniciativa, organizada pelo Movimento Democrático das Mulheres, voltou a reunir milhares de mulheres e homens provenientes de norte a sul do país.

Entre esses milhares de pessoas estiveram cerca de 160 pessoas de Aveiro, incluindo cerca de 40 de S. João da Madeira.

O labor esteve à conversa com três sanjoanenses que marcaram presença nesta manifestação pela defesa dos direitos das mulheres e pela paz no mundo.

Uma delas é Catarina Araújo, de 23 anos e estudante universitária em Engenharia Civil na Universidade de Aveiro, que participou pela segunda vez nesta manifestação das mulheres, mas já participou noutras pelos direitos humanos e sociais. “Acredito ser essencial que nós, mulheres, lutemos pelos nossos direitos e estas manifestações servem não só para valorizar a luta incansável de outras mulheres contra a desigualdade, mas também mostrar aqueles que nos ouvem e veem que a nossa luta ainda tem um longo caminho a percorrer e que não está esquecida”, disse Catarina Araújo ao labor.

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Com esta jovem estava a sua mãe, Minda Araújo, de 55 anos, animadora cultural no ATL Gente Miúda e presidente da Tuna dos Voluntários de S. João da Madeira,que já participou noutras manifestações em que “o motivo que nos une é sempre ser contra a violência sobre as mulheres ou qualquer outro ser humano”. O objetivo destas manifestações é “alertar consciências, lutar contra injustiças e desigualdade de oportunidades”, afirmou Minda Araújo, considerando importante “termos de juntar as nossas forças e lutar por um mundo de paz e pela defesa e pela preservação do nosso planeta,” porque “o futuro dos nossos filhos depende de nós e da intervenção que todos temos na sociedade e no mundo”.

A participação nesta manifestação com pessoas vindas de todo o país foi “emocionante” pelo facto de mulheres e homens estarem unidos pela “justiça” e pela “paz” no mundo, mas não só, admitiu Minda Araújo, para quem foi “maravilhoso” o momento em que ouviu o Hino do Movimento Democrático das Mulheres com um novo arranjo do maestro Marcelo Alves e gravado pela Tuna dos Voluntários de S. João da Madeira, ao qual se juntaram as vozes dos manifestantes.

Uma outra sanjoanense presente foi Dulce Correia, de 72 anos, antiga funcionária em Farmácia e de escritório de empresas, agora aposentada, que soube da manifestação através da sua associação de que faz parte, a Associação É Bom Viver. Apesar de já ter participado noutras manifestações depois do 25 de Abril, esta foi a sua primeira participação numa manifestação de mulheres. “Acho que é muito importante esta forma de lutar (sem violência) contra todo o tipo de violência, sobretudo a doméstica que tem vindo a aumentar drasticamente no nosso país”, considerou Dulce Correia ao labor.

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