Não só contra a freira, mas também outra mulher

O suspeito da morte da freira Maria Antónia Ferreira Pinho, mais conhecida como irmã “Tona”, foi acusado da prática de vários crimes contra duas mulheres por parte do Ministério Público de Santa Maria da Feira.

No caso da irmã “Tona”, o suspeito é acusado da prática dos crimes de homicídio qualificado, violação, profanação de cadáver e detenção de arma proibida.

“O Ministério Público indiciou que o arguido, ao início da manhã do dia 8 de setembro  de 2019, a encontrou em S. João da Madeira e a convenceu a transportá-lo a casa de automóvel, a pretexto de que se encontrava alcoolizado; e que, já em casa, impediu a vítima de abandonar o local agarrando-a pelo pescoço com um dos braços e socando-a na face e cabeça quando a mesma procurou resistir-lhe; e que de seguida, com a vítima inconsciente por força da constrição do pescoço a que fora sujeita, o arguido a despiu e manteve com ela trato sexual que perdurou por cerca de três horas, vindo a vítima, que se manteve sempre inanimada, a morrer”, lê-se na informação divulgada no site da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, onde “o Ministério Público indicou ainda que parte do referido trato sexual foi mantido pelo arguido quando a vítima se encontrava já morta”.

Para já, “o arguido, que aguarda os ulteriores termos do processo em prisão preventiva, foi acusado como reincidente, tendo em conta os antecedentes criminais que já possui”.

Já no caso que envolve outra mulher, o arguido é acusado da prática dos crimes de rapto, roubo e violação, este na forma tentada.

“O Ministério Público considerou que no dia 14 de agosto de 2019, pela 1h30, em S. João da Madeira, o arguido perseguiu uma mulher quando esta seguia apeada em direção a casa, depois de sair do trabalho; e que a dado passo, mesmo se esta mostrava pretender esquivar-se-lhe, correu na sua direção e abordou-a, agarrando-a por trás, com um braço à volta do pescoço; de seguida, refere a acusação, forçou-a a entregar-lhe o telemóvel e passou a arrastá-la, na direção de um parque, com o intuito de a forçar a consigo manter relacionamento sexual; o arguido, porém, não logrou estes intentos por ter surgido um veículo automóvel e os ocupantes, estranhando o que sucedia, interpelarem o arguido, aproveitando a vítima, momentaneamente liberta da ação daquele, para gritar por socorro”, revela a informação divulgada pela Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

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