O surto de Covid-19 parou países e o mundo desportivo também tem vindo a sofrer as consequências desta pandemia. Com o número de casos a aumentar de dia para dia, as entidades responsáveis têm vindo a tomar medidas com o objetivo de reduzir o risco de contágio e consequente propagação do vírus que, inevitavelmente, acabariam por ditar a suspensão de todas as competições desportivas.

Em S. João da Madeira, os clubes cedo se mostraram conscientes para a gravidade do problema. Se numa primeira fase, por indicação das entidades responsáveis, a opção passou por suspender todos os treinos e jogos dos escalões de formação, mais tarde a medida acabaria também por ser alargada às equipas seniores.

Com toda a atividade em suspenso e sem se saber até quando, o futuro da atual época desportiva é incerto. Mas para Luís Vargas, presidente da Associação Desportiva Sanjoanense, clube que mais atletas movimenta na cidade, a principal preocupação é o “jogo da vida”. Depois do cancelamento de toda e qualquer atividade desportiva, no passado dia 16 de março a direção optava também pelo encerramento da sede e da loja, que passam a funcionar, por tempo indeterminado, em regime de teletrabalho, sendo, no entanto, possível manter o contacto via telefone ou e-mail. Face à gravidade da situação, também o Dínamo Sanjoanense “suspendeu toda a sua atividade”. “Neste momento estamos apenas preocupados com a não propagação do vírus, mas temos a certeza que isto vai trazer consequências ao nível financeiro e organizacional”, explica o presidente Paulo Moreira, que, no entanto, admite que “será difícil prever a 100% o que vai acontecer”. Para o dirigente, só após a estabilização de toda a situação que se vive será possível começar a pensar na organização do clube, mas dá como certo “que muita coisa terá que ser adaptada tanto ao nível financeiro como organizacional”.

Luís Vargas também admite a existência de implicações financeiras resultantes do momento que o mundo e o desporto atravessam, no entanto, garante que essas “não são, neste preciso momento, relevantes”. “Nesta situação anormal e abrangente ao Mundo inteiro, e nunca antes vivida, temos, todos nós, de nos preocupar, em primeiro lugar, com a vida”, refere o presidente alvinegro, que considera fundamental para “vencer este poderoso adversário” concentrar as atenções nas “indicações das autoridades de saúde, locais e estatais, cumprindo escrupulosamente as medidas de prevenção e de combate à propagação desta pandemia”.

Face a uma situação nunca antes vivida, que segundo Luís Vargas “vai alterar toda a vivência particular e social”, o dirigente alvinegro sublinha o momento difícil que o mundo e o desporto vivem, que só será ultrapassado com as “técnicas e táticas adequadas”, frisando que o regresso à normalidade é, ainda, incerto. “Não é possível prever isso, nem em termos temporais nem para a atividade desportiva. Tudo depende de cada um e de todos nós neste combate”, refere o presidente da Sanjoanense, relembrando que, para já, o momento é “para ficar em casa” e seguir as indicações das entidades competentes.

Para Paulo Moreira, a gravidade da situação implica medidas drásticas, se assim o exigir, para que o regresso da normalidade desportiva possa acontecer o mais rapidamente possível. “Empurrar” todas as competições “mais para a frente” é uma decisão que o presidente do Dínamo admite que deve ser ponderada. “Numa situação extrema como esta são necessárias medidas nunca antes tomadas, nem que isso passe por cima de regulamentação no que diz respeito aos timings para a conclusão das provas”, refere.

Com o Mundo a viver um momento nunca antes visto, o país parou em termos desportivos, com todas as competições a serem suspensas e muitos eventos a acabarem adiados ou mesmo cancelados.

Carlos Rui, Presidente da AD Sanjoanense – Futebol SAD

“Ainda é cedo para avaliar o impacto financeiro e desportivo”

Com a chegada do Covid-19 a Portugal e o escalar gradual do surto, as entidades que tutelam o desporto ao nível nacional tomaram medidas que foram sendo reajustadas com o agravamento da situação. Se numa primeira fase as indicações passavam por suspender apenas a atividade dos escalões de formação, com as equipas seniores a manterem a normal agenda desportiva, ainda que a realização dos jogos fosse à porta fechada, as medidas acabariam, pouco depois, por ser alargadas a tudo o que é competição, levando à suspensão total de toda a atividade desportiva federada nacional.

Gerido por uma SAD, o futebol sénior da Associação Desportiva Sanjoanense ainda chegou a anunciar a realização do último encontro, em casa, com o USC Paredes, à porta fechada, mas poucos dias depois o clube comunicava o cancelamento do jogo após a suspensão do Campeonato de Portugal por tempo indeterminado, à semelhança do que viria a acontecer com outras competições, resultado do agravamento em Portugal do surto de Covid-19.

A medida, ainda que a mais correta, irá ter um enorme impacto em toda a atividade desportiva nacional e internacional, e repercussões económicas para muitos clubes e coletividades. Carlos Rui, presidente da AD Sanjoanense – Futebol SAD, sublinha que “ainda é cedo para avaliar o impacto financeiro e desportivo” que esta situação irá provocar, uma vez que “ninguém esperava que acontecesse”.

Com o campeonato suspenso por tempo indeterminado, o futebol sénior da Sanjoanense está “paralisado”. “Os treinos da equipa foram suspensos de imediato e estamos a aguardar novas indicações da Federação Portuguesa de Futebol”, refere o responsável pela SAD, adiantando que os atletas “regressaram às suas casas para estarem junto dos seus familiares”, sendo que alguns jogadores estrangeiros optaram por regressar ao seu país natal.

Com a situação a agravar-se de dia para dia, o futuro das competições desportivas mantém-se incerto pelo que a Sanjoanense, à semelhança de todos os outros clubes, aguarda pelo desfecho e pelas indicações da Federação Portuguesa de Futebol para “decidir a altura do regresso à normalidade”.

Numa altura em que todas as precauções são necessárias, Carlos Rui apela a todos os sanjoanenses para que fiquem em casa e cumpram todas as indicações da Direção Geral da Saúde (DGS). “Todos juntos vamos vencer este jogo”, sublinha.

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