E casos confirmados em pessoas que trabalham na cidade

S. João da Madeira registou o primeiro caso confirmado de um residente infetado com COVID-19 no concelho, segundo a informação prestada pela Comissão Municipal de Proteção Civil, ao final da tarde de terça-feira, e a que teve acesso ontem de manhã, 18 de março, a comunicação social.

De acordo com a mesma fonte, trata-se de um indivíduo do sexo masculino que trabalha em Santa Maria da Feira, não tendo sido divulgada mais informação até ao fecho da edição do labor.

Um dia antes, 16 de março, o presidente da câmara, Jorge Sequeira, tinha estabelecido contacto com o Delegado de Saúde Pedro Ferreira, e “não existia nenhuma pessoa que residisse em S. João da Madeira como caso confirmado”.

Contudo, nessa altura, já existiam casos confirmados de infeção em “quem trabalhe em S. João da Madeira, mas não mora aqui”, revelou Jorge Sequeira, na conferência de imprensa sobre o COVID-19 e as medidas adotadas pelo Município realizada segunda-feira à tarde no salão nobre do Fórum Municipal.

O presidente da câmara não conseguiu avançar com o número concreto de pessoas que estão infetadas com COVID-19 e que trabalham em S. João da Madeira na conferência de imprensa nem até ao fecho da edição do labor.

Presidente decreta situação de alerta municipal

Face ao aumento do número de casos suspeitos e confirmados de pessoas infetadas com o novo coronavírus, o presidente da câmara decidiu declarar situação de alerta municipal esta segunda-feira, pelas 11h37, depois de ter reunido com a Comissão Municipal de Proteção Civil via Skype.

Desta mesma reunião resultou a decisão de criação de uma subcomissão da proteção civil composta pelo presidente da câmara, em articulação com o coordenador municipal de proteção civil, o comandante da GNR e da PSP e o comando dos Bombeiros Voluntários, que vai coordenar serviços municipais de proteção civil.

Este tipo de situação foi ativada devido a circuntâncias como “a situação extraordinária que se vive no momento atual e a proliferação de casos registados de COVID-19”; “a declaração de situação de alerta em todo o território nacional por despacho do ministro Admnistração Interna e da ministra da Saúde” e “a ativação, pela Comissão Distrital de Proteção Civil, na sua composição reduzida, do Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil de Aveiro” no dia 13 de março; “a existência de focos de transmissão ativa de COVID-19 em concelhos limítrofes ao de S. João da Madeira”; e “a necessidade de observar os princípios da prevenção, da precaução e da prioridade de forma efetiva e de, em conformidade, antecipar riscos e minimizar consequências”.

Após consulta do Conselho de Estado sobre a declaração ou não do Estado de Emergência nacional por causa da COVID-19, o Presidente da República deu a conhecer ontem à noite a decisão que tomou ao país, isto, já depois do fecho da edição do labor.

Contactos constantes para monitorizar situação em território sanjoanense

O presidente da câmara, Jorge Sequeira, relembrou que “começámos a acompanhar a situação logo que ela se manifestou em termos nacionais e temos vindo a reunir e a falar constantemente com as autoridades de saúde locais para monotorizar a situação em S. João da Madeira”. Nesse sentido, Jorge Sequeira esteve reunido com José Nuno Vieira, vice-presidente, Normando Oliveira, coordenador municipal da proteção civil, e Pedro Ferreira, Delegado de Saúde, no dia 6 de março. Deste então, o presidente tem mantido contacto não só com o Delegado de Saúde, mas também com o presidente do Conselho de Admnistração do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga e o presidente da Admnistração Regional de Saúde do Norte.

Na qualidade de presidente da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria, Jorge Sequeira decidiu reunir os presidentes das câmaras de Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Espinho, Vale de Cambra e Arouca para avaliarem e tomarem medidas de prevenção e de combate ao novo coronavírus.

As primeiras medidas tomadas foram o encerramento de equipamentos municipais e a suspensão de atividades que não são consideradas bens essenciais, tal como anunciámos na edição passada e relembramos, com informação atualizada, ao longo de outros textos publicados na edição desta semana.

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