Face à situação que o país atravessa com a pandemia de Covid-19, a Associação de Futebol de Aveiro (AFA) decidiu cancelar edição deste ano do AFA 2024 – Congresso Internacional de Futebol e Futsal, agendado para os dias 26 e 27 de junho na Torre da Oliva, em S. João da Madeira.

Depois de em 2019 ter reunido cerca de 400 participantes, a organização pretendia aumentar esse número nesta terceira edição do evento, mas o surto do novo coronavírus “acabou por obrigar a AFA a alterar os planos iniciais”, pode ler-se no comunicado divulgado pela entidade que tutela o futebol e futsal distrital. “Com o país em Estado de Emergência desde 18 de março, o qual não tem ainda fim à vista, não estavam reunidas as condições necessárias para a organização de um evento previsto para o final de junho. Para além disso, a Direção Geral de Saúde não aconselha o ajuntamento de muitas pessoas no mesmo espaço, sugestão que a organização do congresso decidiu seguir à risca”, acrescenta a nota.

Com o congresso agendado para finais de junho, a quase três meses de distância, Carlos Miragaia reconhece que esta foi a “decisão mais acertada” e que o adiamento não seria o ideal. “Num evento desta natureza as expetativas são muitas e os convidados tinham de ficar decididos em maio para podermos fazer a divulgação, mas estávamos com muitas dificuldades na confirmação de preletores. Tínhamos, inclusive, alguns convidados internacionais que não sabiam se iriam poder viajar”, explica o coordenador técnico da Associação de Futebol de Aveiro. E com o congresso a assinalar o final da época desportiva, representando o “culminar do trabalho realizado ao longo da uma temporada”, o adiamento do evento, que deverá regressar em 2021, não foi uma opção.

Promovido pela Associação de Futebol de Aveiro, a base do evento assentava na formação, com a realização de várias palestras e workshops, para além das sessões teóricas e práticas, que permitia aos treinadores participantes a obtenção de certificações atribuídas pelo IPDJ e UEFA. E essa será a principal consequência resultante do cancelamento do evento, segundo Carlos Miragaia, que sublinha que, “neste momento, não há formações em curso para os técnicos frequentarem que lhes permitam renovar os créditos necessários”, refere o coordenador técnico da AFA. “Todos os treinadores têm de obter um determinado número de créditos ao longo de um período de tempo e o congresso é uma excelente oportunidade para o fazerem”, explica, admitindo que já foi questionado sobre essa situação relativamente aos técnicos que “têm a cédula a caducar por falta de créditos”.

Ainda sem fim à vista, Carlos Miragaia, acredita, no entanto, que “o melhor remédio para curar a feridas é o tempo”. “Não podemos parar. A vida continua, sem muitos que ficam pelo caminho, mas temos de nos erguer e ultrapassar esta fase difícil”, conclui.

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