Depois da morte de um utente do Lar Residencial 

 

Até esta última quarta-feira de manhã, eram cinco os utentes e quatro as funcionárias infetados por Covid-19 da Cerci de S. João da Madeira – Cooperativa para Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades. Estes números foram adiantados ao labor pelo presidente da direção.
Depois da morte de um utente do Lar Residencial, conforme foi noticiado na edição anterior do nosso jornal, todos os colaboradores da instituição receberam indicações, por parte da autoridade de saúde local, para fazer o teste e todos os utentes estão a ser contactados para, caso apresentem qualquer sintoma, procederem no mesmo sentido. Também segundo António Cunha, “seis testes deram negativo, duas funcionárias encontram-se a aguardar pelos resultados e há outras que estão à espera para serem testadas”. Mas isto não ficará por aqui.
“Vão surgir mais resultados positivos”, disse o responsável, para quem todo o processo de realização de testes ao novo coronavírus “é moroso”. Tanto que a Cerci tem funcionárias que “fizeram o teste no sábado e que na segunda-feira ainda não sabiam o resultado”. Situação que, em seu entender, “cria uma instabilidade emocional muito grande”.
No sentido de tentar atenuar os efeitos desta crise nunca antes vista, que se vive, o próprio António Cunha tem telefonado para os colaboradores e pediu “às nossas psicólogas para falarem [também através de chamada telefónica] com os utentes”. Se bem que, como reconheceu ao labor, “não é a mesma coisa do que andar no terreno”. “Sentimo-nos impotentes”, lamentou.

Instituição contrata empresa para fazer desinfeção

O Lar Residencial, onde residia desde 2006 a primeira vítima mortal do concelho, continua fechado. No seu interior, permanecem oito utentes e duas funcionárias em quarentena e à espera de fazer o teste.
Não só o apartamento nas imediações da Praça Barbezieux, onde está a funcionar esta resposta social, como também o edifício principal da Cerci vão ser desinfetados por uma empresa contratada para o efeito. A desinfeção das instalações da Rua da Mourisca, que também ainda se encontram encerradas, começou ontem, quarta-feira. E a esta se seguirá a do Lar Residencial, “quando terminar a quarentena e a desinfeção do edifício sede estiver concluída para podermos retirar os utentes para lá”, adiantou António Cunha.
Quanto aos salários, o líder diretivo garantiu que “o que a lei disser nós cumpriremos”, procurando assim sossegar quem ali trabalha e que, tal como todos os outros trabalhadores, encara o futuro com apreensão.

 

Situação da Cerci está a ser acompanhada

O presidente da direção, António Cunha, repetiu ao labor que a situação da Cerci está a ser acompanhada quer pelo Município, quer pela autoridade de saúde local. E o autarca, Jorge Sequeira, confirmou isso mesmo.
Sem querer falar deste caso em particular nem de outros que possam haver no concelho, o chefe do executivo municipal assegurou, em conferência de imprensa dada esta última terça-feira, que a subcomissão de acompanhamento da situação do novo coronavírus a nível concelhio, da qual faz parte, “tem acompanhado todas as situações e tem prestado todo o apoio que é necessário e que é possível”. Acrescentou que “essa situação [da Cerci, referida pelo nosso jornal] tem sido objeto de acompanhamento diário, mas não iremos abordar em particular a situação A, B ou C, até por questões de proteção de dados e da privacidade das pessoas”.

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