Sob a coordenação do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal 

Em tempos de “guerra” contra a Covid-19, são cada vez mais as provas de solidariedade em prol de quem está na linha da frente que são dadas no nosso país. Neste momento, duas dezenas de indústrias de S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, Guimarães e Felgueiras pararam, temporariamente, o fabrico de calçado e estão a produzir entre 10 a 15 mil máscaras e viseiras por dia. Estão a fazê-lo sob a coordenação do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTCP) e seguindo as especializações técnicas divulgadas recentemente pela Unidade de Saúde Pública. O objetivo passa por doar esses equipamentos técnicos a profissionais da área da saúde e de lares.
Também a APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos se encontra a acompanhar este processo. Segundo o seu porta-voz, Paulo Gonçalves, “começou por ser um movimento completamente espontâneo”, com “várias empresas a mostrarem vontade de produzir máscaras e viseiras” e que contactaram quer o CTCP, quer a APICCAPS para procurarem esclarecimentos sobre como deviam produzir os ditos equipamentos.
Trata-se, no entender do responsável, de mais um exemplo de como “o mundo empresarial está a responder a um desafio que é da sociedade em geral”.
Entre estas empresas de calçado unidas em torno do bem comum, está a de Luís Onofre. O designer de Oliveira de Azeméis associou-se a esta causa e está a produzir máscaras de proteção individual, para serem doadas a quem mais precisa. Ao longo desta semana, a fábrica do estilista espera alcançar uma média de 800 unidades por dia. E até agora os hospitais de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, e de Famalicão, o Centro Dial, o Lar Geriabranca, o Lar de Pinheiro da Bemposta, o Lar da Associação de Melhoramentos Pró-Outeiro e a Cruz Vermelha foram algumas das instituições já apoiadas.

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