Se não fosse o momento que se vive, com tudo o que é desporto suspenso e muitos eventos e competições canceladas, por estes dias a cidade de S. João da Madeira era uma autêntica capital do andebol, ao acolher, de 8 a 11 de abril, mais uma edição do Andebolmania.

Para este ano o torneio internacional, que é o maior evento desportivo que o concelho acolhe, tinha como meta atingir cerca 120 equipas, provenientes de Portugal, Espanha e Dinamarca, mas o surto de Covid-19 obrigou a organização a cancelar o evento a um mês do início.

“É um sentimento amargo, mas cientes de que a decisão tomada foi para o bem de todos”, conta Emanuel Silva, um dos elementos da organização do Andebolmania, sublinhando que “as coisas estavam bem encaminhadas”. Ainda assim, apesar da organização ter frisado no comunicado que dava conta do cancelamento que se tratava de uma deliberação “que nenhum organizador gostaria de transmitir”, Emanuel Silva reforça que “foi para um bem comum” e garante que o “trabalho para a edição deste ano não é deitado fora”. “Foi uma decisão que nos custou, mas que era necessária, no entanto, há coisas que já ficam para a próxima edição”, explica admitindo que a organização “ainda tem em cima da mesa” a possibilidade do torneio realizar-se este ano. “Essa possibilidade ainda não está descartada, mas será difícil porque não sabemos qual vai ser a evolução de tudo isto”, revela Emanuel Silva, que dá como certa a edição de 2021 na Páscoa. “É a altura do ano que caracteriza o evento na cidade”, explica, sem mostrar qualquer receio que o momento que se vive origine repercussões no torneio do próximo ano. “A decisão foi muito bem recebida pelas equipas participantes. Tivemos um feedback bastante positivo, com os clubes a destacarem que era a decisão mais sensata e que valorizavam o nosso esforço e que não podíamos desanimar porque no próximo ano iriam estar aqui”, conta Emanuel Silva, sublinhando que agora a organização “tem de proceder ao reembolso da inscrição às equipas”. E com a decisão a surgir a cerca de um mês do início da competição são esperadas algumas dificuldades financeiras uma vez que “há despesas fixas que a organização já tinha suportado”. “Vamos precisar de ajuda. Se não encontrarmos apoio financeiro vamos ficar numa situação muito difícil”, conclui Emanuel Silva.

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