A propósito do texto da Drª Clara Reis, no labor

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A realidade que atravessamos é dura, sobretudo, para aqueles que se aproximam do fim desta passagem pela terra. Só agora, que o nada posso fazer, dou por mim a valorizar as pequenas coisas da vida, uma simples ida ao mercado, à padaria da esquina, conversar com os vendedores, com os meus vizinhos de rua ou de casa, aquela “salvação”, como dizia a minha mãe, que não se deve negar a ninguém sempre com um sorriso no rosto. Já nem falo nas belas tardes passadas com as amigas a tomar um chá ou os amigos a saborear uma merenda, das idas aos concertos, ao teatro, ao cinema, a tudo quanto a cultura, particularmente nesta terra, ultimamente nos tem proporcionado. Sentíamo-nos felizes. Hoje estamos impedidos de tudo isto e só desejo que o sacrifício traga bons frutos, o mais rapidamente possível.

Tal como a minha grande amiga Clara refere no seu artigo, a autarquia, representada pelo Presidente Dr. Jorge Sequeira, tem tido um papel relevante nas medidas de contenção da pandemia. Não o posso testemunhar presencialmente porque, dada a minha idade, sou obrigada a estar de quarentena, que rigorosamente tenho cumprido com muito custo, devo confessar, pois estou completamente só, confinada às paredes de um apartamento. Valem-me os inúmeros telefonemas da família, dos amigos sempre presentes com palavras e gestos. Caras ao vivo, apenas a da minha vizinha de baixo que todos os dias me acena à janela. Uma Estrelinha que também brilha de dia. Valho-me da escrita e da leitura. Leio sempre o jornal Labor e estou ao corrente do que por cá se passa. Por este artigo da Clara, chegam-me as mais relevantes notícias das medidas sanitárias, humanitárias e de sensibilização de todo o corpo camarário, com o abnegado empenho do Presidente, vigiando parques ou visitando centros sociais e centros de assistência médica. Sempre presente na sua atitude de garante e guardião do povo que o elegeu.

Conheço o Dr. Jorge Sequeira, aquele aluno colaborador, empenhado, solidário que acreditava que podia mudar a escola e até mudar o mundo. Partilhávamos da mesma crença e continuo convencida de que nem eu nem ele perdemos essa força de acreditar. Como homem inteligente que é, modesto, solidário, pacífico, acredito que esteja, como diz a Clara, a fazer o seu melhor para nos proteger a todos desta desgraça tão inesperada. Agradeço por isso não só ao Presidente mas a todos quantos nesta tarefa se empenham, desejando-lhes o maior êxito. Os meus agradecimento alargam-se a todos os que no mundo inteiro lutam diariamente na linha luminosa da frente ou na sombra da retaguarda para salvar, com risco da própria vida, a vida dos que se encontram em perigo. Que a Humanidade o reconheça e o mereça.

Que esse Abril que tanto nos uniu, nos dê força para continuar a sonhar.

Eva Cruz

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