Fundo de Vila centra atenções na preparação da nova época

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Com a decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em cancelar todas as competições jovens nacionais e mais recentemente dar por terminadas as provas nacionais não-profissionais de futebol e futsal, decisão seguida pela Associação de Futebol de Aveiro (AFA), a próxima época será de desafios para muitos clubes, que terão de ultrapassar as dificuldades, quer desportivas quer financeiras, que terão pela frente.

O Centro Cultural Desportivo e Recreativo de Fundo de Vila é uma das coletividades da cidade que se vai debater com a nova realidade. “Com a atual situação, que ainda vai demorar algum tempo a ser ultrapassada, os clubes têm de se preparar para a crise financeira que já estava instalada e que, infelizmente, vai agravar-se”. sublinha o presidente Fernando Vultos Sequeira, frisando que “os clubes terão que repensar toda a sua atividade”. “Se para muitos, antes desta crise, a manutenção já se tornava difícil, receio que agora, para alguns, seja o fim da sua atividade, até porque todos sabemos que a maioria vive de apoios”, explica o dirigente, que face à situação que se vive, com consequências para toda a atividade económica, “há receio que as empresas fechem as portas aos subsídios”. “Dadas as circunstâncias que vivemos, não podemos criticar”, confessa Fernando Vultos Sequeira, que frisa ser necessário começar já a pensar na próxima época desportiva. Contudo, face à incerteza que se vive e que se reflete em toda a atividade desportiva, o dirigente garante que “é difícil começar a planear a nova temporada, nomeadamente no que diz respeito à formação”. “Na maioria dos casos são miúdos que frequentam a escola e, como se vê nas notícias, as previsões para o regresso às aulas são complicadas, principalmente para quem tem de fazer exames que poderão ir até setembro. Assim, o início de pré-época terá de ser planeado com muito cuidado devido ao tempo que os atletas se encontram parados”, explica o presidente do Fundo de Vila, frisando que será necessário que a FPF e todas as associações distritais e regionais “levem em conta a situação que se vive e os gravíssimos problemas com que os clubes se irão deparar”.

Com a decisão de cancelar as provas, ficam por cumprir alguns meses de competição que, segundo Fernando Vultos Sequeira, “traz grandes prejuízos desportivos e financeiros à maioria dos clubes”, alguns dos quais, com “expetativas legítimas de subida de divisão e de poderem conseguir títulos e que, assim, viram goradas essas possibilidades, tal como todo o esforço e investimento perdido”, dando como exemplo o caso vivido pelo Dínamo Sanjoanense, que tinha aspirações e fortes possibilidades de ascender ao principal campeonato de futsal. “Ambicionava a subida à 1.ª Divisão Nacional e, com isto, vê goradas todas as suas pretensões com as consequências que isso acarreta a todos os níveis”, refere o dirigente, sublinhando que “cabe agora aos poderes desportivos encontrar soluções desportivas e financeiras para minimizar as situações complicadas dos clubes”.

E numa época atípica, com diversas consequências para os clubes, o Fundo de Vila é um dos que terá que se preparar para a nova temporada procurando adaptar-se a uma nova realidade, com Fernando Vultos Sequeira a apontar algumas sugestões. “Deveríamos ter moderação com o que se pode oferecer aos atletas”, sublinhando que no caso do Fundo de Vila está a ser estudada a possibilidade de “pagar uma pequena mensalidade conforme as suas posses”, algo que até agora não se verificava. “Há uma certeza que temos. Ninguém ficará de fora”, assegura o dirigente, frisando que “a direção é otimista e que ao longo dos anos foi habituada a trabalhar com muito pouco”. “Iremos continuar a trabalhar, até porque, agora mais do que nunca, temos de dar o nosso melhor”, conclui.

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