Mas com notificações do incumprimento do dever de permanência no concelho de residência

A Operação “Páscoa em Casa” decorreu entre as 0h00 do dia 9 de abril e terminou às 23h59 do dia 13 de abril em todo o país.

Ao longo destes dias, militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) intensificaram as ações de patrulhamento, fiscalização e sensibilização junto da população com o objetivo de garantir que as deslocações eram limitadas ao concelho de residência e às estritamente necessárias como a compra de bens essenciais, para trabalhar ou prestar auxílio a um familiar.

Durante este período, o Destacamento de Trânsito da GNR de S. João da Madeira (SJM) teve “necessidade de proceder a várias notificações do incumprimento do dever de permanência no concelho de residência, não se tendo verificado nenhum incumprimento ou consequente detenção”, deu a conhecer o Capitão Rafael Ribeiro sobre as várias ações de fiscalização nas principais artérias nacionais, realizando cortes de autoestrada e fiscalização seletiva na AE1, AE29 e A25, bem como ações de fiscalização no IC2/EN1 direcionadas para os limites entre os concelhos de Santa Maria da Feira, SJM e Oliveira de Azeméis, em coordenação com as demais unidades locais desta guarda e da PSP.

A GNR vai continuar a intensificar ações de fiscalização e sensibilização apelando a que os cidadãos se abstenham de deslocamentos desnecessários e cumpram com as recomendações e normas decretadas resultantes do estado de emergência”, adiantou o Capitão Rafael Ribeiro, comandante do Destacamento de Trânsito da GNR de SJM e do Posto de Trânsito GNR de Santa Maria da Feira, ao labor.

Objetivo não era fazer uma cerca sanitária como a de Ovar, mas limitar as deslocações”

O primeiro dia de operação foi aquele em que foi registada “maior movimentação”, tendo “reduzido muito” nos restantes dias, logo, “se o número de veículos fiscalizados diminuiu é porque alguma coisas fizemos bem”, considerou Hélder Andrade, comissário da PSP, ao nosso jornal.

Os agentes estiveram em diversos locais rotativos e registaram “muita gente a tentar entrar por SJM Sul para fazer compras, mas não passaram” porque não tinham justificação plausível, revelou Hélder Andrade, confirmando que estes e os demais que foram mandados parar por esta polícia tiveram de apresentar declaração e justificar a deslocação.

Em todos os dias desta operação, “não tive qualquer desrespeito, as pessoas estavam completamente cientes da situação”, divulgou o comissário, adiantando que apenas registaram “pessoas notificadas por circularem a pé dentro do concelho sem qualquer justificação”.

Tendo em conta alguns comentários depreciativos nas redes sociais em relação à cobertura de todos os pontos de entrada no concelho, o comissário esclareceu que “o objetivo desta operação não era fazer uma cerca sanitária como a de Ovar, mas limitar as deslocações das pessoas”.

Loading Facebook Comments ...

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here