Edifício sede da Cerci adaptado em tempo recorde para acolher utentes do lar 

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Desde o passado dia 2 que o edifício sede da Cerci de S. João da Madeira, na Rua da Mourisca, se encontra dividido “em seis áreas diferenciadas entre si [Área Verde; Área Amarela de Triagem; Área Amarela; Área Amarela de Descontaminação; Área Vermelha Quarentena; Área Vermelha Covid-19], através de fitas adesivas coloridas coladas no chão e sinaléticas informativas”, conforme se pode ler no novo plano de contingência para a prevenção e controlo da infeção pelo novo coronavírus disponível na página do Facebook da instituição.

Luís Amorim, um enfermeiro militar de 38 anos residente em S. João da Madeira, é o autor, digamos assim, deste segundo plano. Recorde-se que a elaboração do primeiro remonta ao início do mês de março, dias antes de a Cerci receber a notícia da morte por Covid-19 de um dos seus utentes do Lar Residencial.

Foi precisamente este óbito, o primeiro no concelho sanjoanense devido ao novo coronavírus, que levou a Cooperativa para Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades a tomar medidas de contenção mais apertadas. Para além da quarentena de duas funcionárias e dos utentes do lar, a Cerci realizou, “numa primeira fase, limpezas/desinfeções na sua sede e depois, no dia 1 de abril, foi levada a cabo por uma empresa especializada uma desinfeção com virucidas, com o intuito de transferir os utentes do Lar Residencial, o que foi feito a 2 de abril pelas 11h30”.

 

“A Proteção Civil tinha obrigação de fazer mais”

Luís Amorim “entrou em cena” pouco tempo antes desta transferência. “Telefonaram-me a dizer que precisavam de mim e eu concordei em ajudar esta instituição, que conheço há muitos anos e da qual até sou associado”, contou ao labor. Segundo ainda disse, teve “três horas para elaborar e montar o plano”, situação que, em seu entender, não teria acontecido “se a Proteção Civil [PC] tivesse feito mais”. “A Proteção Civil tinha obrigação de fazer mais, de estar lá para os apoiar e de saber o que eles precisavam”, afirmou, acrescentando: “Se o tivesse feito, não teria sido contactado para ajudar”.

Em declarações ao nosso jornal, este enfermeiro militar lembrou também que, na ocasião, “percebi que a instituição não tinha material de proteção. Não tinha EPI’s, fatos, botas, máscaras, etc., que andava a tentar comprar, mas sem sucesso”. Foi Luís Amorim que pediu à PC para ir à instituição ver o que se passava, acabando por ser a própria PC e o Rotary Club a assegurarem o que faltava.

Depois de adaptadas as instalações da Cerci, o trabalho de Luís Amorim prosseguiu com a formação dos colaboradores e a avaliação do que ia sendo feito. Aliás, continua a fazê-lo. Na sua opinião, esta “é uma das melhores instituições do país a nível de prestação de cuidados aos utentes”. “Fazem diariamente um excelente trabalho, sendo um orgulho haver uma instituição que trabalhe assim tão bem”, reforçou a ideia.

 

 

 

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