Depois de em finais de março a Associação de Futebol de Aveiro (AFA) ter dado por concluídas todas as competições sob a sua alçada, devido à situação pandémica que o país atravessa, a entidade que tutela o futebol e futsal aveirense apresentou, por videoconferência, aos clubes as decisões que tomou e as reestruturações dos quadros competitivos seniores. “Permitir a subida aos clubes que à data da suspensão se encontravam em lugares de subida, traz menores impactos financeiros e maior objetividade nas decisões, para além de um mínimo de justiça desportiva possível”, sublinha Arménio Pinho, presidente da direção da AFA, num comunicado que enumera as mudanças para as modalidades que tem sob a sua alçada. Num momento de “maior excecionalidade e complexidade”, o dirigente sublinha que “devemos olhar, fundamentalmente, para o coletivo e para o futuro do futebol e futsal em Aveiro”.

“No futebol a estratégia foi pensada a três anos”, refere o documento, esclarecendo que na próxima temporada, e uma vez que não irão ser aplicadas despromoções referentes à época que entretanto foi cancelada, “o Campeonato SABSEG será alargado a 22 equipas”. “Às 18 que participaram na última edição juntam-se as quatro que estavam em zona de promoção aquando da suspensão dos campeonatos. Caso o primeiro classificado do SABSEG seja promovido ao Campeonato de Portugal, essa vaga será ocupada pelo 5.º classificado da edição 2019/2020 da 1.ª Divisão Distrital. Os clubes serão divididos em duas séries, Norte e Sul, com 11 equipas cada. Os quatro primeiros classificados de cada série avançam em conjunto, e com metade dos pontos, para a fase de apuramento de campeão, enquanto os restantes vão disputar a fase de manutenção, para a qual transitam com os pontos somados na primeira fase, mantendo-se nas mesmas séries. Em cada série, serão despromovidos os três últimos colocados, aos quais se junta o pior 4.º classificado das duas”, explica o comunicado, que refere que “em 2021/2022, o Campeonato SABSEG volta ao formato habitual”. Ou seja, com uma fase única, disputada por 18 clubes, descendo de divisão os últimos cinco classificados.

A 1.ª Divisão Distrital também sofre alterações na próxima época, passando igualmente a ser disputada por 22 equipas, divididas equitativamente em duas séries, Norte e Sul. “Aos 14 clubes que transitam da época passada juntam-se os quatro primeiros classificados de cada série da 2.ª Divisão Distrital aquando do cancelamento da temporada transata. Caso o 5.º colocado da 1.ª Divisão Distrital da última época seja promovido ao SABSEG, essa vaga será ocupada pelo melhor 5.º classificado da edição 2019/2020 da 2.ª Divisão Distrital. Em 2020/2021, serão promovidos os dois primeiros classificados de cada série ao SABSEG, enquanto os dois últimos de cada série serão relegados à 2.ª Divisão Distrital, que será disputada por 28 clubes, divididos por duas zonas, Norte e Sul. Sobem à 1.ª Divisão Distrital os dois primeiros classificados de cada série e o vencedor do jogo que oporá os terceiros classificados, a realizar em campo neutro”, refere o documento, sublinhando que na próxima época esta prova “manter-se-á dividida em duas séries, com 13 equipas cada”. Já no que diz respeito à 2.ª Divisão Distrital não se registam alterações, mantendo-se o formato da época 2020/2021.
Em 2022/2023, quando o Campeonato SABSEG for disputado por 16 equipas, modelo que a AFA considera como mais adequada para a prova, a entidade aveirense prevê terminar a reestruturação competitiva do futebol sénior. Nessa altura serão despromovidos à 1.ª Divisão Distrital, que contará com duas séries (Norte e Sul) compostas por 28 equipas, os três últimos classificados. Por sua vez, os dois primeiros de cada série garantem a subida ao escalão superior, enquanto os dois últimos descem à 2.ª Divisão Distrital.

Segundo o comunicado, as alterações dadas agora a conhecer pela AFA “visam fazer face às decisões tomadas nesta época, por força da sua conclusão antecipada, pela realidade económica desfavorável que se perspectiva, tendo também em mente o aumento da competitividade dos campeonatos, uma otimização das receitas por parte dos clubes e uma maior preparação dos mesmos para níveis competitivos mais exigentes”.

Próxima época de transição para o futsal

O futsal também não ficou de fora e “a próxima temporada será de transição”, segundo a AFA, já que “que não haverá descidas de divisão no Campeonato Grande Hotel de Luso e serão promovidos os quatro primeiros classificados da 2.ª Divisão Distrital”. “Caso o primeiro classificado do Campeonato Grande Hotel de Luso seja promovido à 2ª Divisão Nacional, essa vaga será ocupada pelo 5º classificado da edição 2019/2020 da 2.ª Divisão Distrital”, sublinha o comunicado, referindo que na próxima época a principal competição de futsal aveirense “será disputada por 18 equipas, divididas em duas zonas, Norte e Sul”. “Os três primeiros classificados de cada série apuram-se para a fase de apuramento do campeão distrital, enquanto os restantes irão disputar a fase de manutenção, para a qual transitam com os pontos somados na primeira fase. Descem à 2.ª Divisão Distrital os dois últimos colocados de cada série, bem como o 4.º pior classificado. Quanto à 2.ª Divisão Distrital será disputada por 12 equipas, subindo as duas primeiras classificadas ao Campeonato Grande Hotel de Luso”, pode ler-se no documento, que destaca que em 2021/2022, “o Campeonato Grande Hotel de Luso voltará ao formato atual, com 14 equipas, sendo que as duas últimas descem ao segundo escalão. Já a 2.ª Divisão Distrital será disputada por 16 equipas, com os três primeiros classificados a serem promovidos ao Campeonato Grande Hotel de Luso.

Ainda que as decisões tenham sido tomadas com vista a procurar um regresso à normalidade nas próximas épocas, a AFA assegura que, face ao “quadro de incerteza que se avizinha”, nomeadamente no que diz respeito às restrições que ainda possam vir a ser implementadas de acordo com o desenrolar da situação, e até uma “eventual segunda vaga da crise pandémica”, vai “manter-se atenta ao desenrolar da realidade” e garante “já ter pensadas algumas soluções regulamentares que, a esta distância, são possíveis de descortinar, de forma a ter regras bem definidas e do conhecimento de todos os clubes antes do inicio de cada época desportiva”.

 

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