Jorge Soares tem 53 anos, é natural de Cinfães, vive no Porto e trabalha há 20 anos na empresa SUMA – Serviços Urbanos e Meio Ambiente, S.A..

Enquanto encarregado, chefia e coordena os meios no que diz respeito à recolha e limpeza em S. João da Madeira há cerca de um ano.

À semelhança de tantas outras profissões, a de Jorge Soares continuou a ser essencial desde que o surto de Covid-19 atingiu o nosso país. “Mudou rotinas e hábitos que tínhamos, obrigou a adaptações rápidas de modo a não pararmos com o serviço. No entanto, é de salientar que tanto a empresa como a Câmara Municipal de S. João da Madeira estiveram sempre em sintonia e cooperaram para que estas adaptações fossem rápidas e eficientes, priorizando sempre a segurança e proteção quer dos funcionários, quer dos municípes”, deu a conhecer o encarregado da SUMA.

Do que tem visto e sentido, “o novo coronavírus aumentou o medo na sociedade em geral e os meus colaboradores não são exceção, o que fez com que houvesse necessidade de transmitir segurança para que estes sentissem que podiam continuar a exercer funções sempre em segurança”, admitiu Jorge Soares ao labor.

Para além da recolha de resíduos sólidos urbanos, a SUMA teve de “dar resposta a alguns desafios como a desinfeção de ruas, contentores, papeleiras e outros equipamentos urbanos, o que obrigou a uma reorganização das equipas de trabalho, mas que graças à boa vontade dos trabalhadores foi facilmente feita” e “continua a ser feita diariamente”, deu a conhecer o encarregado, salientando “o papel da SUMA e da câmara municipal no que diz respeito à segurança individual de todos os trabalhadores, fazendo com que nunca faltem equipamentos de proteção individual, máscaras, luvas e gel desinfetante” e  agradecendo à empresa FOOTURE – Componentes para Calçado por ter-lhes cedido “inúmeras viseiras”.

Como muitas pessoas têm passado mais tempo em casa, “aumentou muito nestes dias” a quantidade de lixo recolhido, confirmou Jorge Soares ao labor.

“Neste tempo de pandemia, todos tivemos de fazer sacrifícios, nomeadamente no que diz respeito ao afastamento social e também ao limite de liberdade de circulação, no entanto, penso que estas escolhas que fazemos de ficar em casa e diminuir o contacto social devem ser encaradas como uma maneira de nos protegermos e aos outros”, considerou o encarregado da SUMA que a nível pessoal também teve de se adaptar a novas rotinas como “diminuir fortemente o contacto social e ficar em casa, saindo somente para trabalhar e pouco mais”.

As últimas palavras de Jorge Soares, durante a conversa com o labor, foram dedicadas a “todos” os seus “colegas que trabalham na área de recolha e limpeza urbana que, apesar do medo, nunca deixaram de exercer as suas funções com muito brio, mantendo as nossas cidades limpas”.

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