Mas os parques infantis e equipamentos desportivos continuam fechados

Os parques municipais foram reabertos no início desta semana, dia 4 de maio, em S. João da Madeira.

Desde então que as pessoas podem voltar a utilizar os parques dos Milagres, do Rio Ul e Ferreira de Castro apenas para realizar atividade física e prática desportiva individual, sem ser em contexto competitivo, e por curtos períodos de tempo.

A prática da atividade física e desportiva deve ser feita com uma distância mínima de dois metros entre cada cidadão sempre que as atividades se realizarem lado a lado e com uma distância de quatro metros sempre que a atividade for em fila.

As pessoas estão impedidas de partilhar equipamentos ou materiais, incluindo sessões com treinadores pessoais.

Já os parques infantis e recreativos e os equipamentos desportivos continuam vedados e fechados ao público, bem como os balneários e os sanitários.

Estas regras vão ser controladas e vão estar em vigor até que continue a situação de alerta municipal.

Os casos de desrespeito destas regras devem ser dados a conhecer à Polícia de Segurança Pública.

Recordamos que o presidente da câmara, Jorge Sequeira, decidiu proibir o acesso aos parques municipais depois de se ter reunido com a subcomissão da proteção civil no dia 22 de março através do despacho n.º 22 de 2020. Uma decisão que teve em conta a emergência de saúde pública de âmbito internacional no quadro Covid-19, declarada pela Organização Mundial de Saúde no dia 30 de janeiro, a classificação do vírus como uma pandemia no dia 11 de março de 2020 e o disposto no ponto um, do Anexo I, do artigo 7.º do decreto n.º2-A/2020, de 20 de março que regulamentou o Estado de Emergência decretado pelo Presidente da República que dizia respeito ao encerramento de instalações e estabelecimentos, onde podem ser realizadas atividades recreativas, de lazer e diversão.

“Iremos monitorizar a utilização que está a ser feita e se não for a correta voltamos a encerrar os espaços”

Um dia depois dos parques municipais terem sido reabertos ao público, o labor esteve no Parque Urbano do Rio Ul, onde conversou com algumas das pessoas ali presentes.

Uma delas foi Carminda Silva, de 66 anos, que demonstrou compreender a decisão de encerrar os parques municipais e da sua reabertura com algumas limitações. “Toda a gente tem de cumprir as regras para seguirmos em frente em vez de andarmos para trás”, destacou a sanjoanense que decidiu caminhar pela primeira vez, esta terça-feira de manhã, depois de ter estado quase dois meses fechada em casa, saindo apenas e só para o que era crucial.  Após a caminhada, “sinto-me melhor”, assumiu Carminda Silva, que daqui em diante vai continuar a ter “muitos cuidados” de higiene e segurança.

Também falamos com Fernando Viana, de 65 anos, que revelou ter regressado ao parque onde ia “todos os dias” caminhar e fazer exercício antes de ter sido encerrado como medida de combate à pandemia Covid-19. A decisão de encerrar os parques municipais, bem como muitas outras, foi encarada com “paciência” porque “como em tudo na vida é preciso compreender os motivos das decisões”, assumiu Fernando Viana que continuou a fazer a sua caminhada e o seu exercício “perto de casa”.

Ao segundo dia de reabertura do Parque Urbano do Rio Ul, “vim cá ver como estava o ambiente. Vim prevenido com a minha máscara e tenho a viseira no carro. Caso estivesse cá muita gente não vinha caminhar”, revelou o munícipe que compreende e adota todas as medidas de higiene e segurança previstas não só neste espaço, como em outros. Aliás, Fernando Viana garantiu ao labor que “se encontrar amigos para conversar, coloco logo a máscara e adoto a devida distância”. Este munícipe concordou que “era preciso abrir” os parques municipais, “mas também tratar da limpeza para caminharmos”. Apesar de estarem alguns funcionários a tratar da manutenção e limpeza dos espaços verdes naquela precisa manhã, “eles estão a começar quando deviam tê-lo feito antes de abrir o espaço”, considerou Fernando Viana ao labor.

Ao nosso jornal, a câmara municipal garantiu que a manutenção do parque “nunca foi interrompida, sendo que, neste momento, para além dos dois jardineiros permanentes, está uma equipa a dar apoio no corte de relva que, nesta altura do ano, cresce mais rapidamente”.

Gonçalo Neto, de 33 anos, também costuma usufruir com “alguma frequência” deste parque para “passear e apanhar sol”. O encerramento dos parques municipais foi “desagradável” porque tem um cão, com o qual estava acompanhado, que gosta de passear em espaços verdes, mas “compreendi perfeitamente porque era preciso proteger as pessoas”. Para além disso, se os parques municipais não tivessem sido encerrados era provável continuarmos a ver pessoas “a abusar ao fazer piqueniques e a apanhar sol em tempo de quarentena”, admitiu Gonçalo Neto.

Um dos aspetos apontados por este munícipe, pelo menos desde que ali chegou, é que “não há vigilância, ninguém a impor as regras às pessoas que estão a caminhar em grupos, mas cada um tem de ter a capacidade de cuidar de si próprio”. Neste sentido, a câmara municipal disse ao labor que “a competência para fiscalização do cumprimento das regras impostas pelo Estado de calamidade é da PSP, que, nesse âmbito, irá fazendo patrulhas no Parque do Rio Ul. Não obstante, encontram-se diariamente no parque, dentro do horário laboral, dois funcionários camarários com instruções para sensibilizarem para o cumprimento das regras e, em caso de necessidade, alertarem a PSP”. Em conferência de imprensa sobre a Covid-19, dada esta terça-feira à comunicação social, o presidente da câmara, Jorge Sequeira, pediu às pessoas que frequentem os parques municipais “em observância destas regras específicas de distância social” porque “iremos monitorizar a utilização que está a ser feita e se não for a correta voltamos a encerrar os espaços”.

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