Para o local onde já foram as instalações da PSP estão projetados um prédio de habitação e um jardim 

Mesmo depois de concluída a intervenção na “João de Deus”, continua a haver ao cimo desta rua, nas imediações do Instituto de Línguas Helena Nicolau, “uma zona que está há muitos, muitos anos sem qualquer solução”. Situação que perdura desde que as instalações da Polícia de Segurança Pública (PSP) deixaram de ser ali.

Na última reunião de câmara realizada por videoconferência e pela primeira vez transmitida em direto desde que vivemos esta crise pandémica, Jorge Sequeira deixou claro que o Município está determinado a acabar com esta “ferida aberta no coração da cidade”. A “solução” passa por executar o que está projetado no Plano de Pormenor (PP) do Largo do Souto, da autoria do arquiteto Souto Moura, nomeadamente “a construção de um edifício único com um jardim à face da estrada”, como concretizou o autarca.

Segundo Jorge Sequeira, o executivo municipal entende “que ali um imóvel construído para habitação será profundamente interessante”. Não se tratasse de “uma zona nobre, uma zona do território importantíssima para a boa vivência urbanística, estética e paisagística do centro cívico”. E tanto é assim que a autarquia já reuniu individual e coletivamente com os quatro proprietários dos terrenos privados em causa.

Acontece que, não tendo sido possível os quatro chegarem a um entendimento nem sequer um deles dinamizar a execução do PP, a edilidade achou por bem usar os “instrumentos” disponíveis no âmbito da ARU (Área de Reabilitação Urbana) e da ORU (Operação de Reabilitação Urbana) atualmente em vigor. Aliás, nesse sentido, veio propor agora, no passado dia 12, a abertura de um procedimento de delimitação de uma unidade de execução no Plano de Pormenor do Largo do Souto – proposta que foi aprovada por unanimidade. E na próxima reunião de câmara quer já ter “as plantas delimitadas para que se deem os passos seguintes”.

De acordo com o chefe do executivo municipal, “a câmara está a dar este passo que pode ajudar a resolver este impasse e colocar no mercado aquele solo, de modo a que surja algum interessado que queira executar aquele plano do arquiteto Souto Moura”. Se, entretanto, “não houver interessados”, a edilidade “terá de tomar outro tipo de opções”.

Oposição concorda com “solução”

Paulo Cavaleiro não só disse tratar-se de “uma boa solução”, como também afirmou ser “importante que a câmara, não conseguindo que os proprietários chegassem a um entendimento, consiga liderar o processo”. Desta forma, na opinião do vereador da coligação PSD/CDS-PP, “responde-se à necessidade de habitação de qualidade [que há na cidade] e, ao mesmo tempo resolve-se um problema urbanístico”.

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