Em comunicado enviado à nossa redação, o Bloco de Esquerda (BE) condena o abate de árvores em S. João da Madeira (SJM), começando por se referir às que, há dias, foram cortadas na Praça Luís Ribeiro e também às que, conforme adianta, ainda serão abatidas neste mesmo local.

De acordo com o BE, a câmara municipal (CM) “decidiu aproveitar a pandemia (que obriga a um confinamento da população e a um encerramento de serviços e comércio) para abater, indiscriminadamente, todas as árvores de grande porte existentes na zona central da Praça” quando “não há notícias que estas árvores, com décadas de vida, tivessem alguma doença ou condição que justificasse o seu abate”. Para os bloquistas, isto “foi pura opção política” e “não é episódio único”, uma vez que “recentemente foi feito o mesmo a inúmeros plátanos que há décadas estavam na Rua Serpa Pinto”.

“É uma medida incompreensível e incompatível com o tão propalado discurso ecológico!”

Ainda na nota de imprensa recebida pelo labor, o Bloco exige que autarquia “mostre os relatórios fitossanitários das árvores”, que diz ter, e “o fim do abate indiscriminado de árvores na Praça Luís Ribeiro e noutras artérias” sanjoanenses. Segundo o BE, o Município “pretende fazer crer que este abate se relaciona com o projeto de requalificação da Praça, mas a verdade é que, sempre que divulgou imagens sobre esse projeto, mostrou sempre uma mancha verde com várias árvores e nunca anunciou o abate de árvores com dezenas de anos”.

Alinhando pelo mesmo diapasão e também através de nota remetida ao nosso jornal, surge a CDU a dizer que “o projeto de conceção para a reabilitação e revitalização do centro da cidade de S. João da Madeira, quer na primeira versão (no mandato anterior), quer na versão alterada (por decisão do atual executivo), incluía os plátanos na Praça Luís Ribeiro”. Segundo a Coligação Democrática Unitária, “por decisão do presidente da câmara, contrariamente ao projeto de arquitetura aprovado, 13 plátanos foram subitamente cortados”, o que, em seu entender, “é uma medida incompreensível e incompatível com o tão propalado discurso ecológico!”.

 

Município reforça número de árvores na cidade

Dizer que se “decidiu aproveitar a pandemia para abater, indiscriminadamente, todas as árvores de grande porte” da Praça “é uma afirmação delirante que não merece comentários”, respondeu a edilidade quando confrontada pelo nosso jornal com o comunicado do Bloco de Esquerda, remetendo, de seguida, o resto da resposta para o que havia já publicado sobre o assunto das árvores na sua página do Facebook. Os mesmos esclarecimentos foram dados quanto à nota de imprensa enviada pela CDU – Coligação Democrática Unitária.

Nesta rede social, a câmara sublinha que uma das principais características do projeto da nova Praça Luís Ribeiro é o reforço arbóreo do centro cívico, dando continuidade a uma das marcas da ação do atual executivo no que concerne à valorização ambiental e paisagística da cidade, como se tem verificado em diferentes arruamentos, nomeadamente na Rua Oliveira Júnior (anteriormente com zero árvores), Rua Castilho (anteriormente com zero árvores) eRua João de Deus. Mas também em outros noutros pontos de S. João da Madeira como aRua Visconde (em frente à Academia de Música),Avenida da Misericórdia, Avenida do Vale (junto à rotunda, no entroncamento com a Avenida da Liberdade)e Parque Urbano do Rio Ul.

Para além disso, informa que estão ainda previstas várias novas plantações, designadamente na Praça Luís Ribeiro, em frente ao Parque América e ao BPI,Rua da Liberdade, no acesso à Praça (com zero árvores atualmente),Rua dos Combatentes e Parque Ferreira de Castro.

A publicação camarária no FB deixa claro ainda que este quadro global não é alterado pelo facto de, no âmbito da empreitada em curso na Praça, ter sido necessário proceder à remoção de alguns plátanos, dada a constatação de que efetivamente não se encontravam em bom estado fitossanitário devido a podas inadequadas e agressivas a que estiveram sujeitas no passado, estando a ser estudada a sua substituição por espécies mais adequadas ao meio urbano.

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