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Estrutura residencial para idosos desta instituição de Cucujães tem quatro utentes de S. João da Madeira 

Situada na vizinha Vila de Cucujães, a Fundação Manuel Brandão tem atualmente 24 utentes na sua estrutura residencial para idosos (ERPI), quatro dos quais naturais de S. João da Madeira. Também esta instituição, à semelhança da Santa Casa da Misericórdia sanjoanense, se fechou ao exterior para proteger os seus idosos.

“À medida que as informações e diretrizes emanadas pela Direção-geral da Saúde e pela Segurança Social iam chegando à instituição, no âmbito da prevenção do Covid-19, a Fundação Manuel Brandão foi alterando o seu funcionamento e adaptando toda a sua dinâmica diária, tendo como foco a prevenção da saúde de todos os nossos utentes e colaboradores”, disse a diretora técnica ao labor, acrescentando que “foi um período vivido com receio, com medo, mas também de aprendizagem,  de readaptação e de muito esforço, para que tudo efetivamente ficasse e fique bem”. Segundo Goreti Peres,todas as “mudanças foram realizadas em estreita articulação com todos os familiares e colaboradoras e utentes autónomos, de forma a que todos fossem incluídos neste processo que se tem revelado contínuo”.Aliás, “oesforço e a dedicação de todas as colaboradoras foram a chave para tudo”.

Para já, visitas vão ser só pelo vidro

“Os idosos e os seus familiares aceitaram desde logo a suspensão das visitas, pois foram percebendo desde logo a gravidade desta doença”, referiu a responsável diretiva. Na sua opinião, tanto uns como outros “viveram esta fase com muita resiliência”. E a Fundação Manuel Brandão, “sabendo da fragilidade desta franja da população, foi através de videochamadas, de telefonemas e do vidro, minimizando a distância e sossegando os corações saudosos”.

Presentemente, e “apesar de entender a necessidade da proximidade presencial dos familiares”, a instituição “vê com receio [a retoma das visitas], receio de que todo o esforço realizado até agora seja posto em causa”.

Conforme Goreti Peres adiantou ao nosso jornal, “a Fundação Manuel Brandão está-se a preparar para este passo e, gradualmente, vai criar um espaço físico com condições de segurança para que todos os envolvidos vivam esse momento da melhor forma”. Neste momento e depois de ter articulado com todos os familiares dos utentes da ERPI, “vai manter as visitas pelo vidro e as videochamadas, tendo sido unânime esta posição e partilhada por todos os familiares, os quais nos agradeceram todo o trabalho realizado”.

No entender da diretora, “oideal era não mudar nada, mas dada a abertura de vários setores e todos no mesmo dia, vamos redobrar cuidados, vamos articulando diariamente com as colaboradoras todas as medidas a redobrar, vamos dialogando com todos os intervenientes de forma a incutir a prevenção para que não existam descuidos individuais que venham, assim, a prejudicar o coletivo”.

Quando souberam que iam poder voltar a receber visitas, os idosos ficaram “contentes”, como seria de esperar. No entanto, também “afirmaram que o ideal era esperar um pouco”, mostrando ter receio “de colocar a sua saúde em risco”.

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