O cancelamento das competições aconteceu com a Sanjoanense no oitavo lugar do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de Hóquei em Patins, posição que garantiu ao clube alvinegro o apuramento para a Taça World Skate Europe (WSE), uma presença que Pedro Ribeiro, responsável pela secção, já tinha admitido que dificilmente deveria acontecer devido aos encargos financeiros inerentes a uma prova desta dimensão. Com o intuito de ver o clube novamente presente numa competição europeia, depois de em 1986 ter conquistado uma Taça das Taças, um grupo de adeptos sanjoanenses lançou uma petição online dirigida à Câmara Municipal de S. João da Madeira e às empresas da cidade que já conta com 570 assinaturas.

Os autores do documento admitem que “o país e o Mundo estão a atravessar uma crise nunca antes vista” e que “o desporto é, neste momento, uma das menores preocupações”, mas, ainda assim, apelam à autarquia e empresários para que ajudem o clube “a viver este sonho”. “Em tempos tão sombrios devemos agarrar-nos ao pouco que ainda nos dá alegria e acreditem que o Hóquei da ADS, esta raça de sapateiro que nos caracteriza, traz alegria a milhares de sanjoanenses”, pode ler-se no texto da petição, que refere que refere alguns apoios financeiros da autarquia “a outras entidades, como o futebol SAD da AD Sanjoanense, ou adiantou 50% do apoio previsto à Associação Andebolmania”. “Não podem existir dois pesos e duas medidas! Muito menos quando o prémio de campeão da II Divisão foram míseros 500 euros”, refere o documento que apela ao presidente e vice-presidente do clube para que “não tenham vergonha de lutar pelo sonho”.

“Da mesma maneira que os adeptos querem estar presentes, nós, responsáveis, também queremos, mas falta o resto, sublinha o responsável pelo hóquei em patins da Sanjoanense, referindo que o facto da existir uma petição, não quer dizer que o clube venha a conseguir os apoios necessários para estar na Taça WSE. “Temos de ter coisas concretas porque o clube não tem possibilidades para andar lá e, nesta fase, também não quero andar a pedir apoios pela indústria”, explica Pedro Ribeiro, esclarecendo que o orçamento para participar nesta prova “é relativo”. “Como funciona por eliminatórias podemos ficar pelo caminho logo na primeira jornada, como podemos fazer mais. Mas ao assumir o compromisso temos de estar conscientes que podemos estar presentes do início ao fim e que não podemos desistir a meio porque estamos sujeitos a castigos e coimas elevadas”, justifica.

Vítor Pereira confessa que já assinou a petição e mostra-se satisfeito por esta iniciativa de alguns sanjoanenses. “É uma forma das pessoas começarem a pensar que os adeptos e a cidade apoiam esta participação”, refere o treinador, reconhecendo, tal com o Pedro Ribeiro, sem apoios efetivos a petição “tem 0 valor que tem”. “Mas já é um primeiro passo”, acrescenta o técnico, que vê esta presença europeia, que admite que poderá não se repetir tão cedo, como uma “oportunidade para levar e divulgar o nome da cidade”.

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