O vereador da oposição, Paulo Cavaleiro, quis saber se “o terceiro piso está desocupado” e se “os testes laboratoriais estão a funcionar desde que voltámos a ter formalmente uma urgência” no Hospital de S. João da Madeira.

“O terceiro piso é usado para internamento de doentes e ambulatório dos doentes que fazem cirurgia e pernoitam no hospital”, respondeu o presidente da câmara, Jorge Sequeira, com base na informação que lhe foi dada pelo conselho de administração do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV).

Já em relação aos testes laboratoriais, “as recolhas de material para ser analisado na Urgência de S. João da Madeira são feitas e depois essas amostras são deslocadas para os laboratórios do Hospital de S. Sebastião, sendo os resultados obtidos, como é evidente, rapidamente”.

O presidente aproveitou para esclarecer que “o nosso hospital no quadro de emergência da Covid se constituiu como um hospital de reserva, limpo, para eventuais necessidades que pudessem ocorrer em virtude da ocupação do Hospital de S. Sebastião com Covid”.

“O piso 3 do Hospital de S. João da Madeira tem camas disponíveis para internamento de doentes que aguardam colocação na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e camas que se destinam a que os doentes que realizam cirurgias de ambulatório no período da tarde possam pernoitar no hospital enquanto fazem a sua recuperação”, começou por dizer o CHEDV depois de ter sido interpelado sobre este assunto pelo labor.

“Este espaço é de crucial importância (permitindo a pernoita das cirurgias de ambulatório realizadas no período da tarde e que assim o necessitem) cujos resultados e estratégia permitem que a Unidade de Cirurgia de Ambulatório do Hospital de S. João da Madeira seja uma referência a nível nacional, com níveis de qualidade atestados pela Entidade Reguladora da Saúde e níveis de produtividade reconhecidos como dos melhores de todo o SNS”.

“No ano de 2019 foram operados 5.179 doentes em S. João da Madeira, o que corresponde a uma média de 20,5 doentes por dia útil (uma média de 10 doentes manhã e 10 doentes da parte da tarde)” e “este ano, apesar da suspensão de atividade cirúrgica não urgente imposta pela contingência da pandemia Covid-19, já se operaram 1.937 doentes”, acrescentou o centro hospitalar, adiantando que tem como “objetivo, através das medidas de recuperação da atividade que estão a ser implementadas, conseguir atingir os níveis de produção alcançados em 2019”. Contudo, “isso só será possível com a utilização das camas disponíveis no piso 3 nos mesmos moldes em que as mesmas têm sido utilizadas”.

Em relação às análises clínicas, “o Serviço de Urgência Básica do Hospital de S. João da Madeira realiza de forma autónoma alguns parâmetros analíticos, pois dispõe de um equipamento de química seca, uma tecnologia de alta qualidade que permite o acesso rápido aos resultados” e “os parâmetros em causa correspondem a cerca de 85% das necessidades de análises clínicas dos utentes que recorrem ao serviço”.  Nos casos em que a avaliação clínica do estado de saúde dos utentes requer outro tipo de parâmetros, “as amostras são recolhidas no Hospital de S. João da Madeira e enviadas por circuito interno para o Laboratório do Hospital de S. Sebastião, sendo os resultados disponibilizados num curto espaço de tempo”, explicou o CHEDV, esclarecendo que “trata-se de uma metodologia de trabalho que está instituída em praticamente todos os Serviço de Urgência Básica do país e que responde com eficácia e eficiência às necessidades diagnósticas”.

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