Pesar A Assembleia de Freguesia (AF) de S. João da Madeira aprovou por unanimidade um voto de pesar pelo falecimento da mãe da presidente da junta, também ela Helena Couto. A proposta foi apresentada por José Miguel Dias (PSD/CDS-PP), a quem se associaram os restantes membros do órgão deliberativo.

Autocarro Como seria de esperar, o novo autocarro de 245 mil euros já cedido pela câmara, em regime de comodato, à junta de freguesia (JF) veio à baila, por várias vezes, ao longo desta sessão da AF. Filomena Sousa (PS) foi a primeira a tocar no assunto, referindo-se ao novo veículo como um “bem essencial que bem espelha o esforço democrático que foi feito” para o obter. Mais tarde, foram Germano Oliveira (PSD/CDS-PP), para quem “receber uma prenda de 245 mil euros é obra”, e Filipe Loio (PS) que falaram sobre o tão ansiado autocarro de 51 lugares adaptado para pessoas que tenham problemas de mobilidade.

Questionada por José Miguel Dias (PSD/CDS-PP) sobre o que vai acontecer ao antigo autocarro, Helena Couto adiantou que “a nossa opção é vendê-lo”. “A não ser que a câmara nos peça”, acrescentou a presidente da JF, para quem “o novo autocarro é o nosso cartão de visita”.

Animais AfreguesaAna Couto,sem qualquer filiação partidária como fez questão de deixar claro, aproveitou o período destinado ao público para agradecer a implementação do Cheque Veterinário por parte da junta de freguesia (JF) e, em particular, à presidente Helena Couto, por “permitir que esta cidadã seja voluntária da junta na causa animal da cidade”. Os seus agradecimentos estenderam-se, ainda, aos funcionários da JF, executivo e Filipa Duarte.

Para Ana Couto, os “animais” são “infelizmente um dos assuntos sem agenda por parte do Município”. Em seu entender, esta é “uma reforma em espera” que “deveria ser realizada pelo Município, que é quem tem todos os recursos necessários”. Mas na “ausência deste, opcional, ainda bem que podemos contar com a nossa junta de freguesia para nos ajudar”, frisou a sanjoanense.

“Orgulho” Falando de desporto,Duarte Lima Vieira Araújo quis partilharcom a AF“dois motivos de orgulho” para os sanjoanenses. Este membro do PS aproveitou o período de antes da ordem do dia (PAOD) para assinalar os factos de, com a conclusão de todas as competições nacionais seniores devido à pandemia da Covid-19, a Associação Desportiva Sanjoanense (ADS) ter conquistado o direito de participar nas competições europeias de hóquei em patins e de o andebol, também da ADS, poder vir a competir, “38 anos depois”, na I Divisão, sendo que, para isso, irá disputar em setembro a fase de acesso a três equipas.

“A ver vamos se haverá verbas que permitam a participação ou não nessas duas competições”, disse o socialista, acrescentando que, no caso da equipa de hóquei em patins, “não só é um grande marco desportivo para a nossa cidade, como também um marco histórico e cultural para muitos de nós e uma oportunidade única”.

Agrupamentos de escolas Na passada sexta-feira,Helena Couto comprometeu-se “a pagar uma parte do valor [destinado a despesas com limpeza e expediente das escolas do 1º ciclo]” que a junta deve aos agrupamentos de escolas (AE) “já este mês”. Isto, depois de José Miguel Dias, da coligação PSD/CDS-PP, ter questionado o porquê de as verbas relativas a 2019 apenas terem sido pagas em janeiro último e das de 2020 não terem sido recebidas “até agora”.

Ainda a propósito, a presidente da JF assumiu a “culpa” deste atraso. A autarca disse ter ficado “de analisar e fazer uma proposta às escolas”, de forma a que o dinheiro seja utilizado para a mesma finalidade e não consoante os desígnios de cada estabelecimento de ensino, o que ainda não fez.

Casas de banho As casas de banho do Parque de Nossa Senhora dos Milagres estão encerradas por recomendação da Proteção Civil devido à Covid-19, disse Helena Couto, depois de interpelada sobre o assunto por Marco Fernandes. Acontece que, segundo este elemento da coligação PSD/CDS-PP, “para alturas excecionais [como esta que vivemos] temos de ter medidas excecionais”. E, assim sendo, sugeriu a contratação de uma funcionária para garantir a higienização dos WC’s. Ainda mais agora que, nesta fase de desconfinamento, fazer caminhadas pelo parque ajuda a promover a saúde mental. Por falar em caminhadas, Marco Fernandes defendeu a criação de circuitos específicos para caminhar e para correr.

Ainda relativamente às casas de banho, no caso das que servem de apoio ao salão de chá, a presidente da JF referiu que estas podem ser utilizadas desde que o próprio salão se responsabilize pela sua limpeza.

Helsar A AFaprovou por maioria um voto de apoio aos trabalhadores da empresa de calçado Helsar, que fechou portas em dezembro do ano passado, proposto por António Neves dos Santos (independente). As coligações CDU e PSD/CDS-PP votaram a favor, tendo estas última justificado, através de declaração de voto, que “qualquer insolvência é má, seja a da Helsar, seja a de qualquer outra empresa”. “Votamos a favor solidarizando-nos com todos os trabalhadores de todas as empresas” em idêntica situação, completou José Miguel Dias.

Mas já antes António Belo, também do PSD/CDS-PP, havia dito que apoiava esta proposta, mas que estendia “a minha preocupação a todos os trabalhadores de empresas que estão igualmente em situação indefinida”. Ainda mais agora com toda esta crise pandémica, transversal, que se está a viver. Em seu entender, a situação do comércio será a “mais periclitante”, daí a sua sugestão de se criarem uns vouchers, que ajudariam tanto as lojas como os clientes.

Ainda relativamente ao sentido de voto, além de António Neves dos Santos, votaram a favor Filomena Sousa e Eduardo Lopes, ambos do PS. Já os restantes elementos socialistas votaram contra.

Milheirós de Poiares António Neves dos Santos (independente) “trouxe à praça” a questão da integração de Milheirós de Poiares no concelho de S. João da Madeira. A propósito, a presidente Helena Couto admitiu que “gostaria muito que S. João da Madeira tivesse mais uma freguesia”. Aliás, “faço muito força para que isso se concretize”, vincou.

Competências“Passados praticamente três anos de mandato, temos uma mão cheia de nada em relação à transferência de competências”, começou por dizer Marco Fernandes (PSD/CDS-PP), questionando de seguida: “De quem é o problema?”. Para este membro da AF, uma vez que o executivo mudou, “ou a falta de vontade continua, ou os executivos nunca tiveram confiança na junta para esta transferência”.

Em resposta, Helena Couto avisou que saiu “uma nova lei”, estando agora as juntas “muito dependentes da abordagem que cada câmara tem”. No caso da JF de S. João da Madeira, a última vez que reuniu com o presidente da câmara foi antes da pandemia.

 

 

 

Loading Facebook Comments ...

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here