Município convidou os Prana a atuar no aniversário da Criatividade e homenageou os profissionais que estão na linha da frente no combate à Covid

O 7º aniversário da Casa da Criatividade ficou marcado por duas iniciativas da Câmara Municipal de S. João da Madeira. Primeiro, pelo concerto de uma banda sanjoanense, os Prana, e, em segundo, pelo convite endereçado  aos profissionais do Centro de Saúde, da PSP, dos Bombeiros e do Hospital de S. Sebastião que têm estado na linha da frente no combate à pandemia.

“É estranho tirar as ´teias´ das mãos”, “é estranho ver-vos de máscara”, mas acima de tudo “é bom estar fora de casa outra vez”, disse Miguel Lestre, vocalista dos Prana. Após três meses de paragem forçada,  “para nós foi incrível voltar a ´casa´”, assumiu Miguel Lestre, deixando um agradecimento a todos os envolvidos na iniciativa desde a câmara, à Criatividade até à plateia presente e à que acompanhou o concerto através das projeções na Praça 25 de Abril, na Rua Padre Oliveira e no Bairro do Orreiro e das transmissões em direto através das redes sociais e das rádios locais. 

Neste concerto, a banda sanjoanense não só apresentou as músicas do novo trabalho, o segundo EP “Entre o Verde e o Laranja”, como também levou a plateia a viajar por outros temas dos álbuns “Trapo Trapézio”, “O Amor e Outros Azares” e “Ser Nenhum”.

Para o presidente da câmara, Jorge Sequeira, esta foi “uma forma inteligente de assinalar o 7º aniversário da Casa da Criatividade e, em simultâneo,  homenagear os profissionais de saúde, das forças de segurança e da proteção civil que têm tido um comportamento exemplar no combate à Covid”. “Eles mereciam um reconhecimento simbólico do Município”, acrescentou. O concerto contou com a presença de “cerca de 90 pessoas” no interior da Casa da Criatividade e “cerca de uma centena” a assistir à transmissão em direto no seu exterior, adiantou o Município sem adiantar o número de pessoas que estiveram presentes nos outros dois locais ao ar livre. Uma adesão que deixou “muito satisfeito” o presidente da câmara que deixou “um agradecimento aos Prana pela prestação extraordinária”.

“Não podemos viver sem cultura”

Patrice Almeida

Para Rosa de Pinho, Coordenadora da Unidade de Saúde Familiar do Vale do Vouga, onde está incluído o Centro de Saúde local, esta foi “uma forma original” de celebrar o aniversário da Casa da Criatividade e de homenagear os profissionais que estão na linha da frente no combate à Covid-19. “Sentimo-nos honrados”, admitiu Rosa de Pinho, à semelhança de outros presentes com quem o labor falou à margem do concerto.

Esta iniciativa acabou por ser “um empurrão para todos” no sentido em que ainda “estamos a sair do casulo com regras”, considerou Hélder Andrade, comissário da PSP, relembrando que a casa reabre com limitação do número de pessoas pelo que “não se avizinham tempos fáceis”, mas “precisamos de cultura”. Aliás, “não podemos viver sem cultura”, destacou o comissário ao nosso jornal. 

“Sou uma fã incondicional”

Quem também não ficou indiferente a este gesto foi Normando Oliveira, comandante dos bombeiros e coordenador municipal da proteção civil, ao enaltecer “o reconhecimento simbólico, que não deixa de ser um reconhecimento a todos os profissionais que estiveram e continuam a estar na linha da frente”.

Quando falámos com Gabriela Santos, enfermeira no Bloco Operatório do Hospital de S. Sebastião, encontrámos alguém que é “uma fã incondicional” da banda sanjoanense. “Gosto muito dos Prana. Acho que são uma banda ligeiramente diferente, as letras dizem muito e são muito bons músicos”. Como prova de todo este sentimento de admiração, Gabriela Santos assegurou que sempre que pode vai vê-los tal como aconteceu com este convite endereçado pelo Município ao hospital onde trabalha. 

Quando soube da oportunidade “não pensei duas vezes” porque “sou uma fã incondicional”, tal como já nos tinha dito.

Patrice Almeida

Caso dúvidas restassem sobre a sua devoção a esta banda, no dia em que falámos com a enfermeira, esta segunda-feira, tinha acabado de ir levantar o vinil de “Entre o Verde e o Laranja” autografado pelos Prana.

O concerto foi “um momento bonito num momento em que vivemos meses que não foram nada fáceis”, assumiu Gabriela Santos ao labor.

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