Aos trabalhadores que estiveram na linha da frente no combate à COVID-19

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O novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, foi detetado na China no final do ano passado e rapidamente se alastrou por todo um Mundo cada vez mais globalizado, tendo sido, a 11 de março de 2020, declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde.

Desde então, os Governos foram obrigados a adotar medidas, em conformidade com as indicações das autoridades de saúde mundiais e nacionais, que levaram a alterações profundas no modo de vida das comunidades para mitigar a propagação da doença e evitar a sobreocupação da capacidade hospitalar dos serviços de saúde.

Em Portugal, os órgãos de soberania, em articulação com a Direção-Geral da Saúde, agiram rapidamente na adoção de medidas que visaram, primeiramente, a limitação de espaços, de eventos, de estabelecimentos e de atividades. Depois, com a declaração do Estado de Emergência foram adensadas as medidas que vieram condicionar direitos e liberdades constitucionalmente protegidos e foram encerradas as fronteiras terrestres, marítimas e aéreas.

O encerramento das escolas, do comércio, da restauração, de muitas empresas que colocaram os seus trabalhadores em lay-off ou em teletrabalho levaram milhões de portugueses para um forçoso confinamento nas suas residências. Estas medidas que provocaram graves efeitos no tecido económico e social do país – que demorará anos a recuperar – levaram a um inevitável achatamento da curva do boletim epidemiológico ao nível de novos infetados, de internados nas Unidades de Cuidados Intensivos e de mortes a lamentar.

Durante este período foram muitos os trabalhadores que não tiveram a escolha ou a possibilidade, pelas funções que desempenham, de se resguardarem. Em prol do serviço público, estes trabalhadores estiveram na linha da frente no combate à Covid-19, seja de forma direta ou indireta, colocando-se em risco e às suas famílias em prol de um bem maior comum.

Foi nesse sentido que, em nome do Grupo Municipal do Partido Socialista, propus que a Assembleia Municipal de S. João da Madeira aprovasse um voto de louvor pelo trabalho e dedicação de todos os trabalhadores que estiveram na linha da frente no combate à COVID-19.

São estes trabalhadores da Câmara Municipal de S. João da Madeira e da Junta de Freguesia, profissionais do Serviço Nacional de Saúde, agentes de proteção civil, forças de segurança e bombeiros que merecem o nosso reconhecimento por terem desempenhado as suas funções nas mais diversas áreas de atuação sem perderem o espírito e o sentido de serviço público.

Estes homens e mulheres enobrecem o papel do Estado, tantas vezes criticado por alguns que o querem desmantelar e entregar à gestão privada, mas que uma vez mais se evidenciou essencial para assegurar o bem-estar dos portugueses.

Mas também uma palavra de reconhecimento para com os trabalhadores das empresas que prestam serviços na cidade, designadamente de higiene e limpeza urbana, e de outros serviços essenciais que contribuem diariamente para a mitigação da propagação da Covid-19, como os trabalhadores das respostas sociais existentes no concelho, lares, professores, farmácias, trabalhadores de superfícies comerciais, produtores agrícolas, entre tantos outros.

Com naturalidade, este voto de louvor foi aprovado pela unanimidade dos partidos políticos que integram a Assembleia Municipal e representa, simbolicamente, o agradecimento dos autarcas sanjoanenses a estes trabalhadores. A todos, obrigado!

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