“SandSpace” conquistou o público na final mundial do concurso Apps for Good 

A “SandSpace” continua a dar que falar. E pelos melhores motivos! Criada em apenas quatro dias, em contexto de pandemia, por Bruno Dylan, Diogo Resende, Jorge Correia e Nuno Castro, todos alunos da Escola Básica e Secundária Dr. Serafim Leite, a aplicação que permite saber os níveis de ocupação dos areais de mais de 860 praias do país, bem como a existência ou não de “bactérias, medusas ou outros”, depois de ter sido a única finalista portuguesa, acaba de vencer o prémio atribuído pelo público na final mundial do Apps for Good – concurso que este ano se realizou no Reino Unido e em formato online.

Contando com a parceria da Agência Portuguesa do Ambiente e já a caminho dos sete mil downloads (com base em contagem feita no último domingo), a “SandSpace”, cujo nome traduzido para Português significa “espaço de areia”, funciona numa lógica de crowdsourcing, uma vez que são os próprios utilizadores que introduzem informações sobre a ocupação da praia onde se encontram. Através de um sistema de georreferenciação, quem a utiliza tem acesso a um sistema de semáforos que lhe indica a situação em cada praia: verde, pouca gente; amarelo, poucos lugares vagos; vermelho, praia encerrada. As praias sem informação aparecem referenciadas com sinais verdes de menor dimensão

A aplicação está disponível para download gratuito na Google Play Store e pode ser encontrada em https://play.google.com/store/apps/details?id=com.essl.sandspace.

“Isto não é só nosso. É de Portugal!”

“Isto não é só nosso. É de Portugal!”.É desta forma que Bruno Dylan termina o vídeo de agradecimento, que pode ser visto no YouTube. O estudante do curso Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos fala em seu nome e no dos restantes colegas de turma que, sob orientação da professora Fátima Pais, conseguiram “este feito”, que deixou todo o Agrupamento de Escolas (AE) Dr. Serafim Leite orgulhoso.

“Estamos completamente babados”, disse, por sua vez, a diretora do AE. Em declarações ao labor, Anabela Brandão, que até os ajudou “na escolha das cores” como a própria contou, garantiu que esta recente conquista é “um grande motivo de orgulho para todo o agrupamento”.

Já Fátima Pais fez questão de fazer um “agradecimento público a todos os que votaram”. “Tivemos cerca de 70 mil votos de todo o mundo, desde o EUA até à Nigéria, e acreditamos que este foi um prémio para Portugal e não só para nós”, sublinhou a docente da “Serafim Leite”.

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