Na última Assembleia Geral da Associação Desportiva Sanjoanense, realizada em setembro de 2019, a direção deixou vincada a sua intenção de apresentar no primeiro semestre de 2020 o Relatório de Atividades e Contas do ano de 2019, bem como uma proposta para a revisão dos estatutos do clube, mas isso só deverá acontecer em setembro. Num comunicado emitido pelo clube alvinegro, Luís Miguel Ferreira, presidente da Mesa da Assembleia Geral, esclarece que face aos “condicionalismos que todos conhecemos, decorrentes da pandemia Covid-19, não se torna possível realizar, como era intenção da Mesa da Assembleia Geral da ADS, uma reunião da Assembleia Geral do clube durante o primeiro semestre de 2020”.

Ainda sem uma data em concreto, o dirigente aponta a “segunda quinzena do mês de setembro” para a realização da reunião caso considerem estar “reunidas as condições de segurança necessárias” que permitam o ajuntamento significativo de pessoas no mesmo local, para se proceder à apresentação do Relatório de Atividades e Contas do ano de 2019 e da proposta para a revisão dos estatutos do clube, documentos que no comunicado Luís Miguel Ferreira refere que “à data, ainda não estão disponíveis”.

“A pandemia alterou tudo”, frisa o presidente do clube, Luís Vargas, realçando que desde março a empresa que trata da contabilidade do clube teve que “centrar atenções noutras matérias, devido ao volume de processos de lay-off que se registaram”. “Se não fosse a situação que se vive contávamos ter tudo pronto para a realização da assembleia no primeiro semestre do ano”, assegura.

Mas a decisão de adiar a reunião não se deveu apenas ao facto dos documentos que deveriam ser apresentados ainda não estarem disponíveis. Numa altura em que já se assiste a algum regresso à normalidade, sendo mesmo possível a realização deste tipo de iniciativas, para o dirigente “ainda não estão reunidas as condições necessárias” para avançar com uma assembleia que espera ser bastante concorrida. “Neste momento considero que uma assembleia geral não pode ter limites e nós queremos que haja uma grande presença de sócios para depois não dizerem, como aconteceu com a alteração do emblema do clube, que foi tudo feito à socapa”, justifica Luís Vargas. “Não vamos convocar uma assembleia geral que, logo à partida, está condicionada pelo número de sócios que podem assistir devido às limitações do espaço. Dada a importância dos assuntos, no nosso entender não estão reunidas as condições”, acrescenta o dirigente, esclarecendo que a utilização do pavilhão do clube para a realização da assembleia, como já aconteceu noutras alturas, não é uma opção. “Neste momento o espaço continua fechado por decreto-lei para utilização pública. Só é permitida a sua utilização para treinos e de forma condicionada, pelo que, logo à partida, essa opção está descartada”, refere Luís Vargas, sublinhando que há a possibilidade da assembleia voltar a ser adiada em setembro se continuarem a existir limitações para o número de pessoas presentes num espaço fechado. “Enquanto este tipo de imposição se mantiver as assembleias continuarão a ser adiadas”, garante.

Manuel Correia, que em junho liderou uma lista candidata aos órgãos sociais da Associação Desportiva Sanjoanense, tem sido um grande crítico relativamente aos atrasos do clube no que diz respeito à apresentação de contas, mas neste caso em particular mostra-se compreensivo relativamente à decisão. “São situações excecionais e que temos de compreender, muito embora já estejamos habituados aos adiamentos sistemáticos desta gestão. Não é agora, com esta realidade, que dá razão à direção, que vamos ser incompreensíveis”, refere o associado, que destaca, no entanto, a sua curiosidade relativamente às contas do clube.

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