Candidaturas aguardam os resultados ao Programa Norte 2020

A centralização das cozinhas do complexo social principal, a adequação do Lar de São Manuel às novas normas de segurança e o apoio à eficiência energética, à gestão inteligente da energia e à utilização das energias renováveis no complexo principal podem avançar ainda este ano na Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira.

O ponto de situação das três candidaturas apresentadas ao Programa Norte 2020, que representam investimentos no valor de um milhão e 400 mil euros e que aguardam resposta, foi feito na última assembleia-geral da irmandade realizada a 19 de junho.

Com a candidatura à centralização das cozinhas, no valor de 325 mil euros, o pretendido é “centralizar numa única cozinha as três unidades de produção de refeições do complexo social da Misericórdia”. Já a candidatura de adequação do Lar de São Manuel, no valor de 155 mil euros, passa pela “instalação de escadas de fuga de emergência; diversas portas corta-fogo e barras antipânico; de um sistema automático de deteção de incêndio e de gás; bloqueadores eletromagnéticos; sistema de desenfumagem; rede de incêndio armada; e sistema telefónico de emergência”, explicou Vítor Gonçalves, diretor de serviços da Misericórdia, à margem da assembleia-geral, ao labor.

A resposta às duas candidaturas é esperada durante o terceiro trimestre deste ano. Para além da taxa de esforço da Misericórdia e da comparticipação comunitária, numa das candidaturas, a de centralização da cozinha, é esperado um apoio da câmara municipal.

Das três, a candidatura relacionada com a eficiência energética, no valor de 905 mil euros, é a que “parece estar mais atrasada até agora” porque “inversamente às anteriores tão-pouco houve pedidos de esclarecimento da entidade gestora dos apoios”, revelou Vítor Gonçalves, adiantando que nesta a taxa de esforço da Misericórdia será “significativamente maior considerando que a taxa de confinamento FEDER é de 50,5%”.

Como “estamos em junho e as candidaturas ainda não estão aprovadas, não é admissível que realizaremos a totalidade do investimento das três candidaturas em 2020”. Contudo, “muito gostaríamos de as ter, a todas, em fase de obra ainda este ano”, adiantou o diretor de serviços, reconhecendo que este é “de facto um volume de investimento enorme para uma instituição do setor social que muito virá a qualificá-la”.

“O trabalho de instrução e submissão das candidaturas é de 2019”, mas “a sua ponderação vem de anos anteriores”, esclareceu Vítor Gonçalves, salientando que “a Misericórdia sistematicamente avalia as suas fragilidades e procura soluções que, muitas vezes, ficam a aguardar a oportunidade de se traduzirem em projetos” como “aconteceu com estas iniciativas” através dos “avisos publicados pelo Programa Operacional Norte 2020”.7

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