“As pessoas têm de se habituar a viver numa zona pedonal”, disse o presidente Jorge Sequeira

As obras de requalificação da Praça Luís Ribeiro vão acabar com o estacionamento na entre os edifícios dos Paços da Cultura e os Correios Rua 11 de Outubro.

“Não podemos permitir que a zona mais nobre da cidade em termos arquitetónicos e históricos seja um parque de estacionamento ao ar livre, onde os peões convivem com os carros que fazem manobras perigosas e correm o risco de ser atropelados”, afirmou o presidente da câmara, Jorge Sequeira, esta segunda-feira de manhã, durante a visita à obra que está “a decorrer bem e a bom ritmo” e para a qual foi convidada a comunicação social.

Como alternativa, Jorge Sequeira deu o estacionamento pago, disponível nas zonas circundantes, e os parques de estacionamento subterrâneos junto ao Tribunal e ao Mercado Municipal.

O presidente da câmara deu como exemplo “muitas cidades em que há edifícios importantes e de serviços que não têm estacionamento próprio”, considerando, por isso, a decisão de retirada de estacionamento desta zona como “normal nas cidades, sobretudo as que têm centros históricos”.

O corte de trânsito na Rua Padre Oliveira, junto à Rua 11 de Outubro, mais conhecida como “rua dos bares”, motivou algumas críticas por parte de alguns comerciantes depois de outras terem surgido durante as obras no Largo de Santo António.

“O acesso pedonal aos bares foi garantido” e “as pessoas têm de se habituar a viver numa zona pedonal”, disse Jorge Sequeira, depois de ter sido interpelado sobre este assunto pelos jornalistas, explicando que “os passeios estão a ser melhorados” na Rua Padre Oliveira e como “não havia passeios para peões” decidiram cortar essa secção “por razões de segurança”.

DF

Em relação às críticas em geral que têm sido recebidas por parte de outros comerciantes, o presidente da câmara voltou a reconhecer que “as obras causam incómodos e perturbações, mas temporários”, que virão a ser “recompensados com benefícios a longo prazo que a beneficiação do centro cívico vai trazer a todos”.

Depois de terem sido investidos cerca de 11 milhões de euros desde 1985 até então na Praça, o executivo socialista, liderado por Jorge Sequeira, espera conseguir com esta nova intervenção, iniciada em maio deste ano, no valor de dois milhões e 195 mil euros (mais IVA) e com um prazo de execução de um ano, alcançar “uma marca” de “perdurabilidade, segurança e conforto para os peões e uma imagem urbana de qualidade para a cidade”.

A câmara municipal continua “a tratar” da concessão do parque de estacionamento previsto para um terreno entre as ruas Padre Oliveira e Júlio Dinis que será “lançada este ano”, adiantou o presidente da câmara depois de questionado pelo labor.

Relembramos que o executivo socialista apresentou um projeto de requalificação do centro cívico que sempre deu primazia ao peão em detrimento do trânsito automóvel que pode ser consultado na notícia “Praça muda aspeto, mas mantém conceito de Raúl Lino” em https://labor.pt/home/.

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