Trata-se de um problema recorrente, “mas que, em plena pandemia, se torna ainda mais incompreensível”, denuncia o partido 

 Em comunicado enviado à nossa redação, o Bloco de Esquerda (BE) informa que “teve conhecimento da preocupante situação vivida nos comboios da Linha do Vouga, nomeadamente ao nível da lotação das carruagens”.

Este é um “problema” para o qual o Bloco já alertou no verão passado, “mas que, em plena pandemia, se torna ainda mais incompreensível”. “Continuamos, infelizmente, a assistir a transportes públicos sobrelotados, colocando assim em risco a saúde dos utilizadores”, denunciam os bloquistas, acrescentando que “atualmente os comboios que circulam na Linha do Vouga, entre Oliveira de Azeméis e Espinho, para além da dificuldade em cumprir os horários, chegando a ter atrasos de cerca de uma hora, circulam sobrelotados e sem a possibilidade de garantir distanciamento físico entre os passageiros”.

“Esta situação está a criar muitos transtornos juntos dos passageiros, maioritariamente jovens, que durante a altura das férias de verão utilizam o ‘Vouguinha’ para se dirigirem à praia” de Espinho, prossegue o BE, que diz ainda saber “há hoje comboios que não têm carruagens suficientes para conseguir transportar todos os passageiros, ficando os comboios lotados em vários horários, e deixando inclusivamente algumas pessoas nos apeadeiros e nas estações”.

O Bloco de Esquerda, que, por diversas vezes, já chamou à atenção “para a necessidade de reforçar a oferta desta ligação, modernizar a linha e garantir a segurança”, é de opinião que “não podemos continuar a assistir impávidos e serenos à inoperância da CP e do Governo”. Ainda mais “durante a maior crise de saúde de pública dos nossos tempos”. E, por isso, voltou a questionar o Governo sobre o assunto.

Ao atravessar concelhos como Espinho, Santa Maria da Feira, S. João da madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Águeda e Aveiro (estes dois a partir da ligação efetuada em Sernada do Vouga), a Linha do Vouga serve potencialmente uma população de mais de 410 mil pessoas.

 

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