Nesta última reunião de câmara, foi aprovada, por unanimidade, a atribuição de um subsídio no valor de 15 mil euros à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira (AHBVSJM) para compra de equipamentos de proteção individual (EPI) que custarão à volta de 45 mil euros. Trata-se de “equipamentos prioritários que garantem a capacidade de resposta por parte do corpo de bombeiros” que “tem prestado um papel fundamental no combate à pandemia que enfrentamos” e que, devido à mesma pandemia, tem assistido a uma “grande quebra de receitas”, “associada, entre outros fatores”, “à redução abrupta do transporte de doentes não urgentes e ao aumento significativo das despesas com a aquisição de EPI’s e material de desinfeção”.

Segundo Jorge Sequeira, o dito subsídio “estava já previsto em orçamento” e foi decidido “em reunião com a direção” da AHBVSJM, surgindo, aliás, no âmbito do apoio aos “soldados da paz” por parte deste executivo que “tem vindo a crescer ano após ano”, desde 2018. O autarca recordou, por exemplo, “o subsídio adicional de 30 mil euros já atribuído” e garantiu que vão “continuar a monitorizar a situação dos bombeiros” para que nada lhes falte.

Só que, para Paulo Cavaleiro, não obstante ter votado a favor deste ponto da ordem de trabalhos, “o assunto merece uma atenção mais cuidada por parte da câmara”. Na opinião do vereador da coligação PSD/CDS-PP, “exigir este esforço [de assegurar os restantes 30 mil euros dos 45 mil que custam os EPI’s] a uma direção é um bocadinho pesado neste contexto” de crise pandémica que se vive. Ainda mais quando esta “nova realidade trouxe aos bombeiros novos problemas” e, também, porque, na sua ótica, “o Município tem vários mecanismos ao seu dispor para ir mais além”.

Jorge Sequeira voltou a usar da palavra para garantir que “a nossa comparticipação não se esgota aqui”. “No orçamento de 2021, vamos olhar novamente para este assunto”, disse o edil, acrescentando que “tudo” o que Paulo Cavaleiro tinha dito “está devidamente acautelado”.

Corporação de S. João da Madeira ajudou a combater incêndio de Castelo de Paiva

Entre as várias corporações de bombeiros que ajudaram a congénere paivense a combater o incêndio que, na passada segunda-feira, destruiu várias fábricas na Zona Industrial de Castelo de Paiva, esteve a de S. João da Madeira (SJM). Facto que não passou despercebido ao executivo municipal.

Jorge Sequeira, para além de louvar a intervenção do corpo ativo sanjoanense nesta ocorrência, informou que já tinha expressado junto do seu homólogo de Castelo de Paiva “o nosso sentimento de solidariedade e de pesar pela tragédia que aconteceu”.

Já Paulo Cavaleiro não só enalteceu o “trabalho importante” levado a cabo pelos “soldados da paz” de SJM, como também defendeu que o Estado deve “criar condições para assegurar os postos de trabalho”. “O Estado tem obrigação de dar um contributo”, reforçou a ideia, sugerindo ainda o recurso a “fundos comunitários”.

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