E apenas 28 países possuem regulamentos e normas sobre o assunto 

No concelho de S. João da Madeira, os cidadãos podem colaborar na deteção de situações de poluição por odores através da plataforma digital “OdourCollect”. Para utilizar esta ferramenta, basta descarregá-la na “Play Store (Android)”, “App Store (Iphone)” ou visitar a página da internet https://odourcollect.eu/, conforme refere nota de imprensa enviada à nossa redação pela autarquia.

“OdourCollect” foi criada para que os cidadãos possam comunicar a ocorrência de situações de poluição por odores

Através da “OdourCollect”, os sanjoanenses podem reportar a incomodidade de odores, contribuindo, dessa forma, para o projeto internacional D-Noses, no qual o Município participa, tendo em vista a promoção da sustentabilidade e da responsabilidade socioambiental da região no que concerne à problemática dos odores.

Nesse sentido, o Observatório de Odores, criado no âmbito do D-Noses, facilita o acesso à informação sobre os odores, permitindo que indivíduos, comunidades, responsáveis políticos e entidades reguladoras, investigadores e indústrias tenham um papel a desempenhar no combate a este tipo de poluição.

Esse observatório refere que 30% das queixas ambientais estão relacionadas com odores e que apenas 28 países possuem regulamentos e normas sobre odores. No entanto, existem ferramentas disponíveis para avaliar a presença e quantificar odores, recorrendo a plataformas digitais como a “OdourCollect”, tendência atualmente dominante, que reflete “um papel crescente e preponderante” das redes sociais e da internet em geral nas relações interpessoais.

Outras metodologias

O objetivo é responder às perguntas “Como medir odores?” e “Como avaliar a incomodidade de odores?”, recorrendo ao potencial da internet e acompanhando a evolução tecnológica e sociocultural, acrescentando novos métodos a abordagens mais conservadoras que também têm sido usadas, de acordo com o maior ou menor conhecimento das fontes emissoras dos odores.

Assim, em determinadas situações (como por exemplo em fontes emissoras perfeitamente identificadas e caracterizadas), a metodologia de avaliação da incomodidade é idêntica à avaliação do impacto na qualidade do ar de qualquer outra fonte emissora de poluentes atmosféricos. Os dados de emissão de poluentes e de meteorologia servem de dados de entrada para a aplicação de modelos de dispersão, de forma a obter dos níveis de incomodidade anual.

Já em outros casos (fontes não identificadas ou emissões difusas) existem outras metodologias que possibilitam a avaliação da incomodidade. Por exemplo, a norma europeia EN 16841-2:2016 apresenta uma metodologia que recorre ao olfato humano (devidamente calibrado) para determinar a extensão plausível da potencial exposição a odores.

Há ainda a possibilidade de avaliar a incomodidade de odores através de inquéritos/questionários que têm em conta as complexidades da relação existente entre a emissão de odor e a consequente incomodidade, preconizando que, para além da emissão de odor, existem fatores de contexto e fatores pessoais que podem ter um efeito de atenuação ou amplificação da incomodidade sentida.

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