Mais do que física, esta é uma mudança de conceito que aposta na imagem e na comunicação deste espaço que continuará a manter a vertente tradicional aliada a novos serviços

As obras de requalificação do Mercado Municipal começaram na segunda-feira e vão manter-se ao longo de um ano.

“Já é visível porque meteram ali uma proteção a separar o piso menos um do piso zero para evitar a passagem de poeiras”, indicou o vice-presidente José Nuno Vieira, sábado passado, à margem da primeira edição do “Mercado de Rua”, ao labor.

Os primeiros trabalhos vão ser demolições. “Há uma série de demolições seja de bancas, de pavimentos, compartimentações” e “vamos tentar, em simultâneo ou ainda no mês de agosto, arrancar com a substituição da cobertura também”, deu a conhecer o vice-presidente, assumindo que esta segunda ação poderá iniciar-se “o mais tardar em setembro”.

“Em termos de arquitetura o mercado vai ficar igual. Ele recebeu uma requalificação recente, continua a ter uma arquitetura atualizada e não faria sentido estar a mexer já novamente”. Para além de “pequenos pormenores de imagem e de comunicação”, “a grande mudança é sobretudo no interior e no conceito de mercado. Vamos continuar com o mercado tradicional, como o conhecemos, mas vamos pôr serviços novos”, disse José Nuno Vieira, revelando que “a par do projeto de arquitetura também foi feito um estudo de marketing”.

As alterações em “todo o design no seu interior” e, “sobretudo, em termos de comunicação com grandes painéis de imagens na entrada e noutros locais vão, no fundo, equiparar o mercado a outros espaços comerciais para o tornar mais competitivo e atual”, explicou o vice-presidente, adiantando que mal a obra acabe, a câmara lançará “uma campanha de marketing com outdoors e mupis para promover o Mercado” e avançará com “uma situação que já tinha sido divulgada que são as vendas online”. Ainda no que toca a mudanças, destaque para a colocação de novos serviços e a criação de acesso às lojas a partir do interior e do exterior do Mercado. “O piso onde estamos (intermédio) vai ser dedicado à restauração com mesas e espaços comuns. Vamos reforçar essa componente e praticamente todas as lojas que têm montra para o exterior vão abrir para o interior também para permitir que a quem entre nestes estabelecimentos possa ver logo o Mercado”, adiantou José Nuno Vieira ao nosso jornal. “Isso vai propiciar a que haja uma maior circulação, uma dinâmica diferente”, considerou o vice-presidente.

Animais vivos continuam no interior, mas num espaço isolado para conter o mau cheiro

Os maus cheiros associados ao espaço de comércio de animais vivos no Mercado Municipal foi uma das questões identificadas que teria de ficar resolvida. “O que vai acontecer é que os animais vivos vão continuar no interior do mercado” depois do estudo de opinião e da sondagem feitos terem demonstrado que “muita gente vinha ao Mercado só por ter os animais vivos”, revelou José Nuno Vieira. Embora “muitos dos operadores do Mercado” tenham dito ou identificado como “incómodo os animais vivos”, “a maior parte não queria que os animais vivos saíssem do Mercado, queria era que a questão dos cheiros fosse resolvida”, esclareceu o vice-presidente. “Eles vão estar num local específico, completamente isolados, onde vai existir uma antecâmara, com uma cortina de ar negativa, ou seja, mesmo abrindo a porta o ar é sempre puxado para o interior do estabelecimento e nunca para fora”. Já “a saída com os animais é feita diretamente para o exterior”, explicou José Nuno Vieira ao labor.

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