Um espirro que se dê, a ligeira tossiqueira!

Logo os vizinhos do lado olham-nos desconfiados,

E com total cariz receoso, de que esta nossa maneira

Seja o princípio do fim, cheirando a toque a finados…

 

O medo, a desconfiança, corriam no dia a dia,

Mais velozes que o vento agreste, assobiando aos ouvidos

A ameaça da “Covid” soprando a pandemia

Já lhe batera à porta, dominando-lhe os sentidos…

 

Com o tempo a paranóia foi invadindo os lares,

Não saber o que fazer-se, os braços lassos caindo,

Mas o bom senso, apesar destes maus e tornos ares

Foi ocupando o seu espaço e o atino instalado…

 

Tão maus dias o humano enfrentou e vai enfrentando,

Espreguiçando o seu corpo, p´ra evitar a tonia,

Com seu bom ou mau cariz, a boca abrindo e fechando

Num bocejo permanente iludindo a pandemia…

 

Um pouco mais preguiçosos? Perdeu-se o ritmo antigo,

Laissez faire, laissez passer? Instalou-se um pouco em nós.

Mas tudo vai ser diferente, p´ra nosso próprio castigo,

Oxalá que a lição nos traga de novo a voz!

DR

Flores Santos Leite

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