Amianto zero nas escolas sanjoanenses!

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Uma das bandeiras deste mandato da Câmara Municipal de S. João da Madeira é, sem dúvida, o investimento na remoção das coberturas de fibrocimento com amianto das escolas onde brincam e estudam as crianças e jovens sanjoanenses.

Esta ampla operação, iniciada em 2018 pelo executivo do Partido Socialista, já interveio nas escolas dos Ribeiros, do Parque, do Parrinho, de Fundo de Vila, das Travessas, de Casaldelo e da Devesa Velha, num total de sete estabelecimentos, confirmando que esta é uma prioridade de ação e que a câmara municipal foi diligente e célere no lançamento e execução destas obras que ascendem a meio milhão de euros.

Quando os últimos trabalhos em curso se concluírem, deixará de haver edifícios escolares do 1º ciclo e dos jardins de infância, de responsabilidade municipal, com amianto! Este será um momento absolutamente histórico que faz de S. João da Madeira um exemplo a seguir a nível nacional.

A estas intervenções juntam-se as que a autarquia já concluiu no Complexo Desportivo Paulo Pinto – onde por dia passam centenas de jovens de todas as idades -e estão em curso na Escola Secundária Serafim Leite, nomeadamente na retirada do amianto ainda existente no pavilhão desportivo e no bloco principal – obra para a qual a câmara municipal conseguiu, no âmbito da reprogramação do Portugal 2020, um reforço em cerca de 600 mil euros do financiamento comunitário, sendo a verba restante assegurada em partes iguais pelo Estado e pela autarquia.

No mesmo sentido, a intervenção na Escola Básica e Secundária (Ciclo) está para breve, depois de o Governo ter anunciado financiamento a 100% para a obra de retirada do amianto, decisão à qual não será alheio o trabalho e a persistência do presidente Jorge Sequeira. Este financiamento inclui-se num programa nacional para a remoção de fibrocimento dos edifícios escolares que terá um investimento global previsto de 60M€, anunciou o primeiro-ministro António Costa, e que contempla três escolas de S. João da Madeira – para além do Ciclo também financiará as requalificações em curso nos Ribeiros e no Parque.

Mas se este momento que está para muito breve a todos deixará satisfeitos, deverá ao mesmo tempo fazer corar de vergonha os executivos municipais anteriores, para quem esta questão nunca foi uma prioridade. Recorde-se que em Portugal “a utilização/comercialização de amianto e/ou produtos que o contenham” foi proibido “a partir de 1 de janeiro de 2005”, sendo que o “perigo do amianto decorre sobretudo da inalação das fibras libertadas para o ar” e que a exposição a este material pode causar as seguintes doenças: “asbestose, mesotelioma, cancro do pulmão (o fumo do tabaco poderá ser uma variável de confundimento, agravando a evolução da doença) e ainda cancro gastrointestinal”, refere o portal da Direção-Geral da Saúde.

Perante isto, a questão que se impõe é: o que fez a Câmara Municipal de S. João da Madeira, de 2005 a 2017, então governada pelo PSD, para resolver este assunto e retirar o amianto das escolas?

Felizmente, o PS encarou desde o primeiro dia de mandato a Educação como uma área prioritária na visão de futuro que tem para a cidade e a retirada do amianto estava no topo da lista de assuntos a resolver. Em menos de um mandato autárquico esse objetivo está praticamente cumprido, contribuindo assim para a melhoria da qualidade ambiental da nossa cidade e da vida dos sanjoanenses, mas também para o desenvolvimento económico da região e do país.

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