Para entrar em vigor em 2021 

A coligação PSD/CDS-PP voltou a defender um maior apoio à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira (AHBVSJM), integrando, desta vez, neste seu desiderato a Escola de Infantes e Cadetes, que conta presentemente com cerca de 45 elementos e que é o garante do futuro do corpo ativo. A ideia da oposição era que o Município celebrasse um protocolo com a AHBVSJM tendo em vista “um apoio financeiro por cada um dos formandos, bem como um apoio para o equipamento e custos de formação dos mesmos”.

Em resposta, a maioria, na pessoa do vice-presidente da câmara, recordou que “a câmara tem estado sempre ao lado dos bombeiros” e que “temos vindo a reforçar as verbas” destinadas àquela associação. Segundo José Nuno Vieira, por recomendação do Tribunal de Contas e não só, está a ser elaborado “um contrato-programa [semelhante aos que já existem a nível desportivo] a estabelecer com a AHBVSJM com vista a regular o financiamento dos subsídios que vamos dando”. “Foi-nos já apresentada uma minuta que, a breve trecho, será discutida com a associação”, acrescentou.

Ainda a propósito, e como alternativa à proposta apresentada pela oposição, o número dois do executivo municipal sugeriu que “o apoio à Escola de Infantes e Cadetes [defendido pela coligação PSD/CDS-PP] seja considerado no âmbito deste contrato-programa para entrar em vigor em 2021”.

Meu dito, meu feito. A câmara acabou por deliberar unanimemente “considerar o apoio à Escola de Infantes e Cadetes no quadro do contrato-programa a outorgar entre o Município e a Associação Humanitária, com vista a que o mesmo entre em vigor no âmbito do ano 2021”, como disse Jorge Sequeira, para quem esta escola, “na prática, já é apoiada pelo Município”.

“Financiamento aos bombeiros aumentou em 40% ao ano” 

“O nosso desejo é que esta mudança de relação [para melhor] com os bombeiros se mantenha”, afirmou o autarca, dando nota, ainda, que “o financiamento aos bombeiros aumentou 40% ao ano”, em comparação com mandatos anteriores.

Para além do subsídio anual de cerca de 100 mil euros, Jorge Sequeira lembrou o apoio adicional de aproximadamente 30 mil euros para fazer face às necessidades decorrentes da pandemia e também a verba de 15 mil euros a atribuir à corporação para aquisição de equipamentos de proteção individual. Falou, também, do Regulamento Municipal de Atribuição de Benefícios Sociais aos Bombeiros Voluntários do Concelho de S. João da Madeira, “praticamente pioneiro no país” e que tem servido de “fonte de inspiração” a outros municípios.

“Palavra de apreço e reconhecimento do Município”

Na ocasião, o edil quis dirigir uma “palavra de apreço e reconhecimento do Município” à corporação sanjoanense, cujos “soldados da paz” “estão em todo o país nos cenários mais críticos e arriscados”. Jorge Sequeira referiu-se, em particular, aos bombeiros que “estão a combater o incêndio de Oleiros”.

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