Intervenção incluirá a remoção do amianto há vários anos reclamada 

O ministro da Educação e o presidente da câmara assinaram, esta última sexta-feira, um protocolo de colaboração que define as condições de transferência para o Município de S. João da Madeira das atribuições de elaboração de um estudo prévio, projeto de arquitetura e projeto de execução de reabilitação e reprogramação funcional da antiga EB2,3, hoje denominada Escola Básica e Secundária (EBS) de S. João da Madeira. O acordo firmado por Tiago Brandão Rodrigues e Jorge Sequeira prevê, ainda, a elegibilidade, enquanto entidade beneficiária, para a intervenção de requalificação tendo em vista a remoção de materiais de construção com amianto na sua composição, a executar no âmbito do programa operacional regional Norte 2020.

Em declarações ao labor, o autarca sanjoanense adiantou que “o que nós ambicionamos é não só retirar o amianto, mas rever funcionalmente o equipamento, identificar as suas patologias e reabilitá-lo de modo mais completo e mais profundo”. E, nesse sentido, “foi criada uma comissão de acompanhamento que envolve o Município, a DGEstE [Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares] e o diretor do Agrupamento de Escolas João da Silva Correia”.

Autarquia dá “passo muito importante” “no sentido de os edifícios escolares em S. João da Madeira serem edifícios de primeira linha”

Trata-se, segundo o chefe do executivo municipal, de “um passo muito importante” “no sentido de os edifícios escolares em S. João da Madeira serem edifícios de primeira linha, edifícios de grande qualidade”. No fundo, “é o início de um processo muito importante que se junta à reabilitação da ‘Serafim Leite’, reabilitação completa da Escola de Fundo de Vila e ao programa municipal da retirada de amianto”, lembrou Jorge Sequeira, recordando também que “esta escola ainda é da responsabilidade do Ministério da Educação e que no quadro das transferências para as autarquias ainda estava como sendo uma escola a intervencionar pelo Estado”. “Mas como queremos ser céleres obtivemos o acordo do ministério para avançar já, sem esperar mais tempo, com o processo de estudo funcional, estudo prévio”, completou.

Uma vez assinado o protocolo, a edilidade vai agora “desenvolver os trabalhos para contratar uma equipa de arquitetura e avançar já este ano com o projeto se for possível”, avançou o edil ao nosso jornal, dizendo ainda que será “o Município que vai financiar o projeto”.

O labor tentou obter uma reação por parte do diretor do AE, António Mota Garcia, mas tal não foi possível até ao fecho da presente edição.

Coligação PSD/CDS-PP acha que câmara podia “ter ido mais longe”

Jorge Sequeira trouxe a público o assunto na reunião de câmara de 28 de julho. Chegado ao período das “informações”, o líder camarário falou da assinatura do dito protocolo, “questão” que Paulo Cavaleiro viu com bons olhos, mas que lhe “soube a pouco”.

“Estou satisfeito, mas poderíamos ter ido mais longe”, afirmou o vereador da coligação PSD/CDS-PP, para quem Jorge Sequeira “ainda está a falar do projeto quando há municípios que até já lançaram concursos”. Municípios esses que, mesmo sem competências em matéria de Educação, “decidiram investir”. Isto, aliás, “foi o que fizemos [em tempos] com a ‘João da Silva Correia’, que foi uma liderança para S. João da Madeira”, exemplificou.

Entretanto, Jorge Sequeira voltou a usar da palavra para dizer que “estamos satisfeitos com a atenção que temos dado ao nosso parque escolar”. E quanto à EBS, “estamos agora a avançar e isso é que é importante e decisivo”, sublinhou.

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