O LABOR em “pandeférias”

Editorial

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Depois de meio ano pandémico, quando ainda não se avista o fim da nova normalidade, o LABOR vai de férias. As instituições da cidade não vão ficar sem escrutínio, mas a nossa equipa tem direito a algum descanso. Regressaremos em setembro com vontade revigorada de manter de pé aquilo a que alguns teimam em designar como “o outro jornal”. Desconhecemos, aliás, se é por medo da palavra LABOR que consta, aliás, do símbolo de S. João da Madeira e que significa TRABALHO, que alguns articulistas persistem em nos designar por “o outro jornal”, ou se tal decorre de alguma involuntária autoimposição mental. Mas tudo tem um lado positivo e essa designação de “o outro jornal” já evidencia um reconhecimento tácito que demorou anos a ser assimilada por alguns: jornal! É isso mesmo que o LABOR é. Provavelmente esta observação dará origem a comentários intencionalmente desprimorosos, lá para setembro. Mas esperamos que o trabalho de alguns dos colaboradores de “O Regional”, no seu denodado esforço semanal de manterem viva, como nós fazemos, uma instituição quase centenária, venha cada vez mais a pautar-se por referências ao LABOR, se e quando necessárias, com a utilização respeitadora da nossa identificação, da nossa existência e do labor dos nossos trabalhadores e do seu esforço para manter viva a diversidade que enriquece a sociedade em que vivemos.

O LABOR vai de férias, mas o escrutínio não. Continuaremos atentos ao funcionamento das instituições e dos movimentos sociais em geral. É também por isso que vos deixamos nesta edição a primeira entrevista ao vereador Paulo Cavaleiro, líder da oposição na câmara municipal. Depois de ter passado tempo mais do que suficiente para que tenham sido ultrapassadas as consequências da muito inesperada derrota eleitoral, é chegada a ocasião de tentarmos saber o que pensa o líder da oposição sobre o trabalho da nova maioria, sobre as naturais dificuldades do que é ser oposição nas atuais condições e sobre as propostas em agenda para a cidade. E convém não esquecer que daqui a pouco mais de um ano teremos novas eleições autárquicas.

Nesta edição encerramos também um conjunto de depoimentos sobre o que designamos de “Heróis (In)Visíveis da Covid-19”, com uma homenagem, na pessoa da Diana Familiar, a todos os profissionais da comunicação social que, enquanto setor, atravessa um dos piores momentos de sempre e que já viu encerrar dezenas de títulos locais e regionais em todo o País. A Liberdade de Informação não existe sem jornais e jornalistas. Desenganem-se os que pensam ter nas redes sociais a informação da Liberdade e da Democracia.

Aqui chegados é momento de desejar a todos os nossos leitores e amigos que tenham um período de descanso recuperador. Regressaremos em setembro com o mesmo propósito: Informar com respeito por todos, mesmo para os que, talvez involuntariamente, persistem em não reconhecer a nossa existência enquanto jornal LABOR. Para todos: Boas Férias.

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