“A noite em que o verão acabou”, de João Tordo

 

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14 de setembro de 1998. O dia em que Chatlam, uma pequena vila americana, acordou em choque com o homicídio de Noah Walsh. O principal suspeito: a sua filha de 16 anos.

No verão de 1987, o adolescente Pedro Taborda apaixona-se por Laura Walsh, a filha mais velha de um magnata nova-iorquino. Ela e Levi – uma criança misteriosa – passam férias com os pais no Lagoeiro, uma pacata cidade algarvia. Rica e moderna, a família Walsh tem tudo para dar muito nas vistas no Sul de Portugal. Inebriado pelas formas perfeitas e pelos modos ousados de Laura, Pedro encontra na rapariga americana o seu primeiro amor. Mas quando o verão acaba, a família Walsh regressa aos Estados Unidos da América (EUA) e o destino fica por cumprir.

Dez anos depois, Pedro, decidido a tornar-se escritor, vai estudar para Nova Iorque. Fascinado com Gary List, antigo prodígio das letras americanas, chega aos EUA determinado a perseguir os sonhos da juventude. Ao reencontrar Laura, está longe de suspeitar que esse acaso o mergulhará no crime mais falado dos anos noventa, o homicídio do milionário Noah Walsh.

Com um segundo homicídio a atrapalhar a investigação e uma corrida para salvar Levi, de apenas 16 anos, acusada de matar o pai, Pedro e Laura enredam-se irremediavelmente na teia de segredos que envolve a família Walsh, desde os anos 40 do século XX até ao impensável desfecho nas primeiras décadas do novo milénio.

Porque em Chatlam – e neste thriller imparável – nada é o que parece.

 

 

“Os filhos de Éden”, de Ken Follett 

 

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Desde os longínquos anos 60, da Guerra do Vietname e da explosão da cultura hippie, na Califórnia, uma pequena comunidade vive isolada no sopé da Serra Nevada. Aí, os seus membros praticam agricultura de subsistência, para consumo próprio, mas também se especializaram na produção de um excelente vinho que vendem, proporcionando-lhes os meios para a aquisição de outros bens necessários. Mas aqueles anos de paz e felicidade chegam ao fim quando o Governo anuncia que vai construir uma barragem perto daquele local, que ficará submerso pelas águas. Desesperadas, as pessoas que construíram ali as suas vidas reagem de uma forma inesperada e quase inverosímil, ameaçando provocar um abalo sísmico de proporções épicas, fazendo-se passar por um grupo ecoterrorista.

 

“A queda de uma cadeira que não existia”, de José António Saraiva

 

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Este livro de José António Saraiva é uma biografia com uma perspetiva original sobre a história do ditador português. É a sua História escrita de dentro para fora e não de fora para dentro, como quase sempre se faz. Muita gente olha para os factos históricos à luz dos conceitos de hoje. Falamos de colonialismo com base nas ideias de hoje.

Este livro coloca-se na época, tenta percebê-la por dentro, projetá-la de dentro para fora para a mostrar aos leitores como era o tempo resultando numa verdadeira história do Estado Novo. Normalmente, as histórias do Estado Novo são histórias da oposição ao Estado Novo, das torturas da PIDE, das revoltas contra Salazar, das eleições de Delgado, do desvio do Santa Maria, etc.. Ora esta história, tendo esses episódios, tem sobretudo uma visão sobre o próprio Estado Novo, das suas figuras, das relações entre elas, os seus conflitos, dos seus projetos, das suas ambições, das suas realizações.

Trata-se de uma reconstituição histórica e não de uma história académica, que procura descrever os acontecimentos com o seu colorido, explicados no contexto da época, reproduz diálogos, conversas, factos, como se o autor estivesse a assistir a eles e os relatasse, como um repórter jornalístico, sem qualquer preconceito político.

Nota: estes livros estão disponíveis na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo e são três ótimas sugestões para as férias que estão aí à por

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